O eritritol é um adoçante usado em produtos “zero açúcar”, “low carb” e “keto”, muitas vezes visto como uma troca automática mais saudável. Porém, pesquisas recentes levantaram preocupação sobre a relação eritritol coração, especialmente pelo possível aumento da reatividade das plaquetas, células do sangue envolvidas na formação de coágulos.
Por que o eritritol entrou no radar
O eritritol pertence ao grupo dos polióis, ou álcoois de açúcar. Ele adoça com poucas calorias, não costuma elevar a glicose como o açúcar comum e pode aparecer em doces, chocolates, bebidas, sobremesas prontas e adoçantes de mesa.
Em artigo publicado no European Heart Journal, pesquisadores da Cleveland Clinic discutiram evidências de que eritritol e xilitol podem aumentar a resposta das plaquetas e o potencial de trombose, além de estarem associados a maior risco de eventos cardiovasculares em estudos clínicos.

O que o estudo científico encontrou
A preocupação ganhou força porque os dados não ficaram apenas em associação populacional. Os pesquisadores também analisaram mecanismos em sangue, plaquetas, modelos animais e uma pequena intervenção com voluntários.
Segundo o estudo The artificial sweetener erythritol and cardiovascular event risk, publicado na Nature Medicine, níveis mais altos de eritritol no sangue foram associados a maior risco de eventos cardiovasculares maiores em 3 anos, incluindo morte, infarto não fatal e AVC não fatal. O estudo também mostrou maior reatividade plaquetária e formação de trombose em análises experimentais.
Onde esse adoçante aparece
O eritritol pode estar em produtos vendidos como opção para reduzir açúcar. Por isso, quem consome muitos itens dietéticos no mesmo dia pode ingerir mais do que imagina.
- Adoçantes granulados ou em pó;
- Chocolates e doces zero açúcar;
- Barras proteicas e produtos “keto”;
- Sobremesas, gomas, balas e bebidas sem açúcar;
- Misturas com estévia, monk fruit ou outros adoçantes.
Quem deve ter mais cautela
O estudo não prova que qualquer quantidade de eritritol cause infarto ou AVC em todas as pessoas. Ainda assim, o alerta é mais relevante para quem já tem risco cardiovascular aumentado.
- Pessoas com histórico de infarto, AVC ou trombose;
- Quem tem diabetes, pressão alta ou colesterol elevado;
- Pessoas com obesidade ou doença renal crônica;
- Quem usa muitos produtos “zero” diariamente;
- Pacientes em acompanhamento cardiológico.

Como reduzir o risco na rotina
Não é preciso trocar tudo por açúcar comum, mas vale evitar o consumo repetido de produtos ultraprocessados apenas porque são “sem açúcar”. Ler rótulos ajuda a identificar eritritol, polióis e misturas de adoçantes.
Para quem precisa controlar glicose ou peso, a melhor estratégia é ajustar a alimentação com orientação profissional, priorizando comida de verdade e reduzindo o paladar excessivamente doce. Entenda também como reconhecer sinais de infarto, especialmente se houver dor no peito, falta de ar, suor frio ou sintomas neurológicos súbitos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









