Palpitações irregulares, sensação de coração “falhando” e falta de ar sem esforço podem ser o primeiro alerta de fibrilação atrial, uma arritmia em que o coração bate de forma desorganizada. O problema nem sempre causa dor, mas pode favorecer a formação de coágulos e aumentar o risco de AVC.
Por que a fibrilação atrial preocupa
Na fibrilação atrial, os átrios, que são as câmaras superiores do coração, não contraem de modo coordenado. Isso pode deixar o sangue mais parado em algumas regiões do coração e facilitar a formação de coágulos.
De acordo com a MedlinePlus, do NIH, a condição pode causar palpitações, cansaço intenso, dificuldade para respirar, tontura, desmaio e dor no peito. Em algumas pessoas, porém, pode ser silenciosa.

O que o estudo científico mostrou
Segundo o estudo de coorte Atrial fibrillation as an independent risk factor for stroke: the Framingham Study, publicado na revista Stroke, a fibrilação atrial foi identificada como um fator de risco independente para AVC.
Esse achado ajudou a consolidar a arritmia como uma condição que precisa ser investigada e tratada, mesmo quando os sintomas parecem leves ou aparecem em crises rápidas. O risco depende de idade, pressão alta, diabetes, insuficiência cardíaca e histórico de AVC.
Sinais que merecem atenção
Os sintomas podem ir e voltar, durar minutos ou persistir por horas. O ideal é observar o padrão e procurar avaliação quando a sensação de batimento irregular se repete.
- palpitações irregulares, como coração pulando batidas;
- falta de ar em repouso ou com esforço leve;
- cansaço fora do comum;
- tontura, fraqueza ou sensação de desmaio;
- dor, aperto ou pressão no peito;
- queda da capacidade de fazer atividades habituais.
Quem tem maior risco
A fibrilação atrial se torna mais comum com a idade, mas também pode aparecer em adultos mais jovens, especialmente quando há fatores que sobrecarregam o coração.
- pressão alta sem bom controle;
- diabetes, obesidade ou apneia do sono;
- doenças da tireoide;
- insuficiência cardíaca ou doença nas válvulas do coração;
- consumo excessivo de álcool;
- histórico de infarto, AVC ou doença cardíaca.

Como confirmar e agir
O diagnóstico costuma ser feito com eletrocardiograma. Quando as crises são intermitentes, o médico pode solicitar Holter, monitor de eventos, exames de sangue, ecocardiograma e avaliação dos fatores de risco para AVC.
O tratamento pode incluir remédios para controlar a frequência ou o ritmo do coração, anticoagulantes para reduzir risco de coágulos e procedimentos em casos selecionados. Para entender melhor sintomas e opções de cuidado, veja também o conteúdo do Tua Saúde sobre fibrilação atrial.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, que deve orientar o diagnóstico e o tratamento mais adequado para cada pessoa.









