Mesmo em pessoas sem hipertensão, a combinação entre potássio pressão e magnésio pode ter impacto discreto, mas relevante, na pressão sistólica. A nova análise sugere que o efeito aparece mais com uso contínuo e doses moderadas, sem indicar que suplementos devam substituir alimentação equilibrada ou acompanhamento de saúde.
O que a meta-análise avaliou
Os pesquisadores analisaram ensaios clínicos randomizados com adultos normotensos, ou seja, pessoas cuja pressão não estava na faixa de hipertensão. O objetivo foi entender se potássio e magnésio poderiam reduzir a pressão arterial sistólica, o número mais alto da medida.
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Magnesium and Potassium Supplementation for Systolic Blood Pressure Reduction in the General Normotensive Population, publicada na revista Nutrients, foram incluídos 29 estudos, com 18 estudos sobre magnésio e 12 sobre potássio, já que um deles avaliou os dois minerais.
Quanto a pressão caiu
O estudo encontrou reduções médias pequenas, mas compatíveis com o que pode ser importante em saúde pública quando ocorre de forma sustentada. A queda foi observada principalmente na pressão sistólica, que tem relação direta com risco cardiovascular ao longo da vida.
- Magnésio reduziu a pressão sistólica em cerca de 2,79 mmHg em análise anterior dos autores;
- Potássio reduziu a pressão sistólica em cerca de 2,10 mmHg;
- Doses menores e uso por mais tempo pareceram ter melhor resultado;
- O benefício foi avaliado em pessoas sem hipertensão, não como tratamento de pressão alta.

A dose fez diferença
Para o magnésio, doses de até 360 mg por dia foram associadas a queda média de 3,03 mmHg na pressão sistólica. Quando o uso passou de três meses, a redução média chegou a 4,31 mmHg, sugerindo que a duração pode importar mais do que aumentar a dose.
Para o potássio, doses de até 60 mmol por dia reduziram a pressão sistólica em 2,34 mmHg. Já o uso por mais de um mês foi associado a queda média de 2,80 mmHg, reforçando que o efeito tende a ser gradual.
Quem precisa ter cuidado
Embora os resultados sejam promissores, suplementos minerais não são isentos de risco. Potássio em excesso pode ser perigoso, especialmente para pessoas com doença renal ou que usam medicamentos que aumentam o potássio no sangue.
- Evite suplementar potássio sem orientação médica;
- Pessoas com doença renal devem ter atenção especial;
- Magnésio em excesso pode causar diarreia, náuseas e cólicas;
- Alimentos devem ser a primeira estratégia, antes de cápsulas ou sachês.

O melhor caminho na rotina
Para quem tem pressão normal, a principal mensagem é que pequenas reduções podem vir de hábitos sustentáveis, como comer mais frutas, verduras, legumes, sementes e oleaginosas. Esses alimentos oferecem potássio, magnésio, fibras e outros compostos que atuam juntos no equilíbrio cardiovascular.
Uma forma segura de começar é conhecer melhor os alimentos ricos em potássio e ajustar a dieta com orientação profissional. O estudo reforça que os minerais podem ajudar, mas a resposta depende da alimentação, do estado de saúde e do uso correto.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico ou nutricionista.









