A deficiência de magnésio pode dificultar a ação da insulina e favorecer alterações no metabolismo da glicose, especialmente em pessoas com excesso de peso. Um novo estudo chama atenção porque encontrou uma associação forte entre baixos níveis desse mineral e maior risco de resistência à insulina, um quadro que pode anteceder o diabetes tipo 2.
Como o magnésio influencia a insulina
O magnésio participa de reações importantes para o uso da glicose como energia. Quando seus níveis estão baixos, as células podem responder pior à insulina, hormônio responsável por ajudar a glicose a entrar nas células.
Essa alteração pode levar o organismo a produzir mais insulina para tentar compensar o problema. Com o tempo, esse esforço pode favorecer resistência à insulina, aumento da glicose no sangue e maior risco metabólico.

Estudo científico mostrou risco quase 3 vezes maior
Segundo a meta-análise Role of Serum Magnesium Deficiency in Insulin Resistance Among Overweight and Obese Children: A Meta-Analysis, publicada na revista Cureus em 2025, baixos níveis séricos de magnésio foram associados a maior risco de obesidade e resistência à insulina em crianças com sobrepeso ou obesidade.
A análise reuniu 7 estudos, com 960 crianças, e encontrou que a deficiência de magnésio esteve associada a um risco 2,91 vezes maior de resistência à insulina. O achado não significa que o magnésio seja a única causa, mas reforça que ele pode ser um marcador importante da saúde metabólica.
Sinais que podem indicar falta de magnésio
A falta de magnésio nem sempre causa sintomas evidentes, mas alguns sinais podem aparecer, principalmente quando a alimentação é pobre em fontes desse mineral ou há condições que dificultam sua absorção.
- Cãibras, tremores ou contrações musculares frequentes;
- Fadiga, fraqueza e queda no rendimento físico;
- Irritabilidade, alterações do sono ou sensação de estresse constante;
- Piora do controle da glicose em pessoas com risco metabólico;
- Histórico de alimentação pobre em sementes, castanhas, leguminosas e vegetais verdes.
Como aumentar o magnésio com segurança
A forma mais segura de melhorar a ingestão de magnésio costuma ser por meio da alimentação. O mineral está presente em vários alimentos simples do dia a dia, que também oferecem fibras e outros nutrientes úteis para o controle da glicose.
- Sementes de abóbora, linhaça, chia e gergelim;
- Castanhas, amendoim e amêndoas;
- Feijão, lentilha, grão-de-bico e soja;
- Espinafre, couve e outros vegetais verde-escuros;
- Aveia, banana e cereais integrais.
Para conhecer mais fontes e benefícios do mineral, veja também este conteúdo sobre magnésio. A suplementação pode ser indicada em alguns casos, mas deve ser orientada por médico ou nutricionista, já que doses altas podem causar diarreia, queda de pressão e problemas em pessoas com doença renal.

Quando investigar a deficiência de magnésio
A avaliação pode ser importante para pessoas com sobrepeso, obesidade, pré-diabetes, diabetes tipo 2, uso de diuréticos, doenças intestinais ou alimentação muito restritiva. Nesses casos, o profissional pode solicitar exames e avaliar se há necessidade de ajuste alimentar ou suplementação.
Também é importante lembrar que a resistência à insulina depende de vários fatores, como peso corporal, sedentarismo, sono, genética e qualidade da alimentação. Por isso, corrigir a deficiência de magnésio pode ajudar, mas deve fazer parte de um cuidado mais amplo com a saúde metabólica.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









