A vitamina D pode ter relação com a recorrência de alguns tipos de vertigem, especialmente a vertigem posicional paroxística benigna, conhecida como VPPB. A evidência sugere que corrigir níveis baixos pode ajudar a reduzir novas crises em pessoas selecionadas, mas isso não substitui o diagnóstico correto nem as manobras indicadas pelo médico.
O que é vertigem recorrente
Vertigem é a sensação de que tudo está girando, mesmo com o corpo parado. Na VPPB, uma das causas mais comuns, pequenos cristais do ouvido interno se deslocam e provocam tontura ao virar a cabeça, deitar, levantar ou olhar para cima.
Quando as crises voltam várias vezes, é importante investigar fatores associados, como idade, osteoporose, doenças metabólicas e possíveis deficiências nutricionais. Entre elas, a vitamina D ganhou atenção por participar do equilíbrio do cálcio no organismo.
O que o estudo científico avaliou
Segundo a revisão clínica Vitamin D Supplementation and Recurrence of Benign Paroxysmal Positional Vertigo, publicada na revista Nutrients em 2024, a suplementação de vitamina D foi associada a menor recorrência de VPPB em pacientes com deficiência ou insuficiência da vitamina.
O estudo analisou pesquisas recentes sobre o tema e destacou que os benefícios parecem mais consistentes quando há vitamina D baixa confirmada em exame. Ainda assim, os autores apontam limitações, como diferenças entre os estudos e necessidade de mais ensaios clínicos bem controlados.

Por que a vitamina D pode influenciar
A vitamina D ajuda a regular o cálcio, mineral importante para a estrutura dos otólitos, pequenos cristais do ouvido interno envolvidos no equilíbrio. Quando há deficiência, esses cristais podem ficar mais instáveis em algumas pessoas.
- Participa do metabolismo do cálcio;
- Pode influenciar a saúde dos cristais do ouvido interno;
- Níveis baixos foram associados a maior recorrência de VPPB em estudos;
- A correção pode ajudar mais quem já tem deficiência comprovada;
- O efeito não vale para toda tontura, pois existem muitas causas diferentes.
Quando investigar os níveis
A dosagem de vitamina D pode ser considerada em pessoas com VPPB recorrente, principalmente quando as crises se repetem apesar das manobras de reposicionamento ou quando há fatores de risco para deficiência.
- Pouca exposição solar;
- Idade avançada ou osteoporose;
- Dieta pobre em fontes de vitamina D;
- Uso de alguns medicamentos contínuos;
- Histórico de quedas, fraqueza ou deficiência já diagnosticada.
Para entender melhor fontes, sintomas de deficiência e formas de reposição, veja também este conteúdo sobre vitamina D.

O que fazer durante as crises
A suplementação não trata a crise de vertigem no momento em que ela acontece. Na VPPB, o tratamento principal costuma envolver manobras feitas por profissional capacitado, como a manobra de Epley, além de avaliação para descartar labirintite, enxaqueca vestibular, problemas neurológicos ou efeitos de remédios.
Também é importante evitar tomar vitamina D em altas doses por conta própria, pois o excesso pode causar náuseas, fraqueza, aumento do cálcio no sangue e problemas nos rins. A melhor conduta é confirmar a causa da vertigem, dosar a vitamina quando indicado e corrigir a deficiência com acompanhamento.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









