Formigamento nas mãos e nos pés pode ter várias causas, mas uma das relações mais conhecidas envolve deficiência nutricional, sobretudo de vitamina B12. Esse nutriente participa da formação das células do sangue, do metabolismo e da manutenção dos nervos. Quando seus níveis caem, a condução nervosa pode falhar e surgem sintomas como dormência, queimação e perda de sensibilidade.
Por que a vitamina B12 pode causar formigamento?
A vitamina B12 é essencial para a integridade da bainha de mielina, camada que protege os nervos e ajuda na transmissão dos impulsos elétricos. Quando há carência, o sistema nervoso periférico pode ser afetado, levando a parestesias, sensação de choque, dificuldade para caminhar e alteração do equilíbrio.
Deficiência nutricional de B12 também pode vir acompanhada de cansaço, palidez, língua dolorida, falta de ar aos esforços e lapsos de memória. Em alguns casos, o formigamento aparece antes mesmo de alterações importantes no hemograma, o que exige atenção aos sintomas e à alimentação.
O que a pesquisa científica mostra sobre vitamina B12 e nervos?
Pesquisa publicada em 2022 reuniu ensaios clínicos em pessoas com neuropatia diabética e observou melhora maior dos sintomas neuropáticos e da dor com suplementação de B12, isolada ou combinada, em comparação com controle. O achado reforça o papel da vitamina no funcionamento neurológico e na recuperação de queixas sensitivas, como mostra a redução de sintomas neuropáticos e dor com vitamina B12.
Outra informação útil vem de uma análise de 2025, que associou uso prolongado de metformina a maior chance de deficiência de B12 e neuropatia periférica. Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas com diabetes e parestesias precisam investigar não só glicemia, mas também o estado dessa vitamina.

Quais sinais costumam acompanhar essa deficiência nutricional?
Nem todo formigamento indica falta de B12, mas alguns sinais aumentam a suspeita clínica e alimentar. Quando vários deles aparecem ao mesmo tempo, a investigação costuma incluir exames de sangue e revisão do padrão alimentar.
- dormência em mãos, pés ou pernas
- sensação de agulhadas ou queimação
- fraqueza muscular ou instabilidade ao andar
- cansaço persistente e palidez
- dificuldade de concentração ou memória
- língua sensível ou dolorida
Além da B12, outras carências podem participar do quadro, como vitamina B1, vitamina B6 e vitamina E. Para comparar causas e situações em que o sintoma merece atenção rápida, vale consultar as causas de formigamento nas mãos.
Quem tem mais risco de desenvolver falta de vitamina B12?
Vitamina B12 é encontrada principalmente em alimentos de origem animal. Por isso, ingestão muito baixa ao longo do tempo pode reduzir os estoques corporais. Além da dieta, alterações no estômago e no intestino também atrapalham a absorção.
- pessoas vegetarianas estritas ou veganas sem suplementação
- idosos com menor absorção digestiva
- uso prolongado de metformina
- uso frequente de inibidores de acidez gástrica
- gastrite atrófica, anemia perniciosa ou cirurgias bariátricas
- doenças intestinais com má absorção
Nesses grupos, a deficiência nutricional pode evoluir de forma lenta. Quando o quadro atinge os nervos, a recuperação tende a ser melhor quanto mais cedo houver correção dos níveis da vitamina.
Como corrigir a deficiência e aliviar os sintomas?
A correção depende da causa. Se o problema for baixa ingestão, ajustes alimentares e suplementação costumam resolver. Se houver falha de absorção, pode ser necessário usar doses mais altas por via oral ou esquema injetável, definido após avaliação clínica e laboratorial.
Fontes alimentares incluem carne, peixe, ovos, leite e derivados. Em dietas sem alimentos animais, a suplementação regular é a forma mais segura de prevenir deficiência de B12. Quando o formigamento já está presente, a reposição adequada, o acompanhamento dos exames e a investigação de outras carências ajudam a proteger os nervos, reduzir a progressão da parestesia e recuperar a sensibilidade com mais chance de resposta.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.









