Sentir tontura ao virar na cama, levantar a cabeça ou mudar de posição pode assustar, mas nem sempre indica labirintite. Em muitos casos, esse giro rápido do ambiente pode ser vertigem posicional paroxística benigna, um problema comum do ouvido interno que, quando volta várias vezes, pode ter relação com níveis baixos de vitamina D.
O que é vertigem posicional
A vertigem posicional acontece quando pequenos cristais do ouvido interno se deslocam e estimulam estruturas responsáveis pelo equilíbrio. Isso pode causar uma sensação súbita de que tudo está girando, geralmente por segundos ou poucos minutos.
Ela costuma aparecer ao deitar, virar de lado, olhar para cima ou levantar da cama. Apesar de ser chamada de benigna, pode aumentar o risco de quedas, náuseas e medo de se movimentar.

Como a vitamina D entra nessa história
A vitamina D participa da saúde óssea e do metabolismo do cálcio, mineral importante também para estruturas do ouvido interno. Por isso, pesquisadores investigam se a deficiência dessa vitamina poderia favorecer alterações nos cristais ligados ao equilíbrio.
Isso não significa que toda tontura seja falta de vitamina D. A relação é mais discutida principalmente quando há vertigem posicional recorrente, ou seja, episódios que melhoram e depois voltam ao longo do tempo.
O que diz o estudo científico
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Association between vitamin D, vitamin D supplementation and benign paroxysmal positional vertigo, publicada na revista Frontiers in Neurology em 2025, pessoas com vertigem posicional apresentaram níveis mais baixos de vitamina D em comparação com controles, especialmente nos casos recorrentes.
A análise incluiu 60 estudos e 16.368 participantes. Os autores também observaram que a suplementação de vitamina D se associou a menor recorrência da vertigem posicional, mas isso deve ser interpretado com orientação médica, pois dose, necessidade e segurança dependem dos exames e do histórico de cada pessoa.
Sinais que merecem avaliação
Algumas características ajudam a diferenciar a vertigem posicional de outras causas de tontura. Observar o gatilho e a duração do episódio pode facilitar a conversa com o médico.
- Tontura ao virar na cama ou mudar a posição da cabeça;
- Sensação de que o quarto gira por segundos ou minutos;
- Náuseas, desequilíbrio ou medo de cair;
- Episódios que voltam após dias, semanas ou meses;
- Ausência de perda auditiva importante durante a crise.

Cuidados antes de suplementar
Mesmo com a possível ligação entre vitamina D e vertigem recorrente, a suplementação não deve ser feita por conta própria. O excesso pode causar problemas, como aumento do cálcio no sangue, náuseas, fraqueza e alterações nos rins.
- Procure avaliação se a tontura for frequente ou causar quedas;
- Informe se há zumbido, perda auditiva, fraqueza ou visão dupla;
- Converse sobre a dosagem de vitamina D no sangue;
- Evite manobras caseiras sem diagnóstico correto;
- Busque atendimento urgente se a tontura vier com fala enrolada, desmaio ou perda de força.
Entender melhor as causas de vertigem ajuda a reconhecer quando a tontura pode vir do ouvido interno e quando precisa de investigação mais ampla. O tratamento pode incluir manobras de reposicionamento, acompanhamento médico e correção de deficiência nutricional quando confirmada.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









