Unhas quebradiças nem sempre indicam excesso de esmalte ou contato frequente com acetona. Em muitos casos, a lâmina ungueal fica fina, descama, perde resistência e quebra com facilidade quando há deficiência nutricional, baixa ingestão de biotina ou consumo insuficiente de proteínas, nutrientes ligados à formação de queratina e ao crescimento adequado.
O que pode deixar as unhas mais fracas?
As causas mais comuns incluem ressecamento por água e produtos de limpeza, microtraumas, retirada agressiva de cutículas e envelhecimento. Ainda assim, quando as unhas quebradiças persistem, vale olhar para sinais do organismo, como queda de cabelo, pele mais seca, cansaço e alimentação pouco variada, porque a matriz da unha depende de aporte regular de vitaminas, minerais e aminoácidos.
Biotina participa de processos metabólicos importantes, e as proteínas fornecem aminoácidos para a síntese de queratina. Quando a ingestão é inadequada, a unha pode crescer devagar, ficar opaca, com estrias e maior tendência à quebra, sobretudo nas pontas.
O que a pesquisa mostra sobre biotina e resistência ungueal?
Um estudo recente avaliou a suplementação com biotina, isolada ou combinada a sílica, durante 90 dias, e observou melhora em medidas relacionadas à condição e à aspereza das unhas. Isso sugere que, em pessoas com fragilidade ungueal, corrigir carências e ajustar o aporte de nutrientes pode trazer efeito perceptível no aspecto e na resistência da lâmina.
O achado aparece em melhora da condição das unhas após 90 dias de biotina. Outra revisão publicada em 2021 também apontou que diferentes carências alimentares podem alterar crescimento, textura e aparência das unhas, reforçando o papel da deficiência nutricional nesse quadro.

Quais sinais sugerem deficiência nutricional?
Nem toda unha frágil indica falta de vitaminas, mas alguns padrões merecem atenção. Quando a alteração aparece junto de outros sintomas, a avaliação clínica faz mais sentido do que trocar apenas de esmalte ou base fortalecedora.
- quebra frequente mesmo com pouco trauma
- descamação em camadas na ponta
- crescimento lento por várias semanas
- opacidade e perda de espessura
- queda de cabelo ou pele ressecada associadas
Nesse contexto, a biotina costuma chamar atenção, mas ela não age sozinha. Ferro, zinco, vitaminas do complexo B e ingestão total de proteínas também influenciam a renovação celular e a integridade da unha. Para entender melhor os alimentos ricos em biotina, vale consultar a orientação editorial disponível no portal Tua Saúde.
Como aumentar biotina e proteínas na alimentação?
O fortalecimento das unhas quebradiças depende mais de constância do que de soluções rápidas. A matriz ungueal responde ao padrão alimentar ao longo de semanas, por isso a correção do cardápio precisa ser mantida por tempo suficiente para que a unha nova cresça com melhor estrutura.
- incluir ovos, leite e iogurte no dia a dia
- consumir carnes, peixes ou frango em porções adequadas
- usar leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico
- combinar cereais e leguminosas para melhorar o perfil de aminoácidos
- evitar dietas muito restritivas sem acompanhamento
Em alguns casos, a suplementação pode ser considerada, mas não deve substituir a investigação da causa. Se a unha está fina, dolorida, descolando ou mudando de cor, a conduta não é apenas nutricional e pode exigir avaliação médica.
Quando unhas quebradiças pedem investigação médica?
Unhas quebradiças que duram meses, pioram progressivamente ou aparecem com palidez, falta de ar, perda de peso, infecções frequentes ou alterações da tireoide merecem exame clínico. O mesmo vale para sulcos profundos, deformidades, descolamento e manchas escuras, porque nem toda fragilidade vem de esmalte ou carência alimentar.
Observar a textura, a velocidade de crescimento e a alimentação ajuda a diferenciar desgaste externo de um problema interno. Quando há suspeita de deficiência nutricional, o foco costuma incluir ingestão proteica, vitaminas do complexo B, minerais e condições que prejudiquem absorção intestinal, fatores que interferem diretamente na formação da queratina.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.









