O zumbido pulsátil é percebido como um som ritmado, parecido com batimento, sopro ou pulsação no ouvido. Diferente do zumbido comum, ele pode acompanhar o ritmo do coração e, por isso, merece atenção especial à circulação, pressão arterial e estruturas vasculares próximas ao ouvido.
O que é zumbido pulsátil
O zumbido pulsátil acontece quando a pessoa escuta um som repetitivo, geralmente sincronizado com os batimentos cardíacos. Ele pode surgir em um ouvido ou nos dois, ser constante ou aparecer em alguns momentos do dia.
Segundo a Mayo Clinic, a avaliação do zumbido pode incluir exame clínico, testes auditivos e, em alguns casos, exames de imagem para investigar alterações vasculares, tumores ou outras causas estruturais.
Por que pode ter relação com a circulação
Quando o som parece seguir o pulso, uma das possibilidades é que ele esteja relacionado ao fluxo de sangue em vasos próximos ao ouvido. Nem sempre é algo grave, mas a origem precisa ser investigada.
- Pressão alta ou picos de pressão arterial;
- Alterações em artérias ou veias próximas ao ouvido;
- Estreitamentos, malformações ou fístulas vasculares;
- Aumento da pressão intracraniana em alguns casos;
- Anemia, alterações da tireoide ou fluxo sanguíneo aumentado.

Estudo científico sobre zumbido pulsátil
Segundo a revisão Pulsatile Tinnitus: A Narrative Review, publicada em 2025 e indexada no PubMed, o zumbido pulsátil é um sintoma percebido sem estímulo externo e sincronizado com os batimentos cardíacos.
A revisão destaca que as causas mais comuns são vasculares, incluindo estenose de carótida, hipertensão intracraniana idiopática, estenose de seio venoso, aneurismas e malformações arteriovenosas. Isso reforça que o sintoma não deve ser tratado apenas como incômodo auditivo.
Sinais que pedem avaliação rápida
Alguns sinais aumentam a urgência da avaliação médica, especialmente quando o zumbido pulsátil é novo, unilateral ou vem acompanhado de alterações neurológicas ou auditivas.
- Som em ritmo de batimento que começa de repente;
- Zumbido em apenas um ouvido, principalmente se for persistente;
- Perda auditiva súbita, tontura intensa ou desequilíbrio;
- Dor de cabeça forte, visão embaçada ou alterações visuais;
- Fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou dor no peito.

Como investigar e reduzir riscos
A investigação pode envolver otorrinolaringologista, avaliação da pressão arterial, exame dos ouvidos, audiometria e exames de imagem quando houver suspeita vascular. Controlar pressão, glicose, colesterol e evitar exposição a ruído também ajuda a proteger a saúde auditiva e cardiovascular.
Não é recomendado usar remédios, gotas ou suplementos por conta própria para “sumir” com o zumbido. Para entender outras causas possíveis, veja este conteúdo sobre zumbido no ouvido.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, que deve ser consultado para diagnóstico e tratamento adequados.









