O magnésio participa do funcionamento dos músculos, dos nervos e da produção de energia, por isso costuma ser lembrado quando surgem câimbras, tremores ou fraqueza. Porém, esses sintomas também podem ter outras causas, e a falta do mineral nem sempre é a principal explicação.
O que o magnésio faz nos músculos
O magnésio ajuda na contração e no relaxamento muscular, participa do equilíbrio de eletrólitos e contribui para a comunicação entre nervos e músculos. Também está envolvido no metabolismo energético, o que explica sua relação com disposição e desempenho físico.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, o magnésio é necessário para muitos processos do corpo, incluindo função muscular e nervosa, controle da glicose, pressão arterial e saúde dos ossos.
Sintomas que podem confundir
A deficiência de magnésio pode causar sinais vagos no início, parecidos com estresse, má alimentação, desidratação ou excesso de esforço físico. Por isso, o contexto e os exames são importantes antes de iniciar suplemento.
- Câimbras, espasmos ou contrações musculares;
- Fraqueza, fadiga ou queda de rendimento;
- Formigamento ou dormência em casos mais intensos;
- Tremores, irritabilidade ou dificuldade para relaxar;
- Náuseas, perda de apetite ou mal-estar;
- Alterações no ritmo cardíaco em deficiência grave.

O que um estudo científico mostrou
A relação entre magnésio e câimbras é muito comentada, mas nem sempre a suplementação resolve. Segundo a revisão sistemática Magnesium for skeletal muscle cramps, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews, o uso de magnésio provavelmente não oferece benefício clinicamente importante para prevenir câimbras musculares em adultos mais velhos.
O estudo também observou que, em câimbras relacionadas à gravidez, as evidências ainda são conflitantes. Isso reforça que câimbra não deve ser tratada automaticamente como falta de magnésio, já que pode envolver hidratação, esforço físico, circulação, nervos, medicamentos ou outras alterações metabólicas.
Quem tem maior risco de falta
A deficiência importante é menos comum em pessoas saudáveis, mas pode acontecer quando há menor absorção intestinal, maior perda pela urina ou alimentação muito restrita. Alguns grupos precisam de atenção maior.
- Pessoas com doenças intestinais, como Crohn ou doença celíaca;
- Quem tem diabetes tipo 2 mal controlado;
- Uso prolongado de diuréticos ou alguns remédios para acidez;
- Consumo excessivo de álcool;
- Idosos, especialmente com baixa ingestão alimentar;
- Pessoas com vômitos ou diarreia persistentes.

Quando suplementar com segurança
Antes de tomar magnésio, o ideal é avaliar sintomas, alimentação, medicamentos em uso e exames quando indicados. Alimentos como sementes, castanhas, feijão, lentilha, espinafre, aveia e chocolate amargo podem ajudar a manter bons níveis.
Suplementos podem ser úteis quando há deficiência confirmada ou risco aumentado, mas doses altas podem causar diarreia, queda de pressão e problemas em pessoas com doença renal. A escolha do tipo e da dose deve ser orientada por médico ou nutricionista.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista.









