A enxaqueca é uma condição neurológica que provoca crises recorrentes de dor de cabeça intensa, geralmente pulsátil e localizada em um lado da cabeça. Diferente da dor de cabeça comum, costuma vir acompanhada de sensibilidade à luz, ao som e enjoo, podendo durar de algumas horas a vários dias. Identificar os gatilhos que desencadeiam as crises é um passo essencial para prevenir os episódios e melhorar a qualidade de vida.
O que é a enxaqueca?
A enxaqueca é um distúrbio neurológico marcado por crises de dor de cabeça moderada a forte, que tendem a piorar com esforços simples, como caminhar ou subir escadas. Em alguns casos, vem acompanhada da chamada aura, com sintomas visuais como pontos luminosos e formas geométricas.
O quadro pode atingir pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em mulheres entre 15 e 49 anos. As causas da enxaqueca envolvem fatores genéticos, hormonais e ambientais, que tornam o cérebro mais sensível a certos estímulos.
Como diferenciar enxaqueca de dor de cabeça comum?
A dor de cabeça comum, conhecida como cefaleia tensional, costuma ser leve a moderada, com sensação de pressão ou faixa apertando a cabeça em ambos os lados. Já a enxaqueca tem características próprias que a tornam mais incapacitante.
Veja os principais pontos que ajudam a diferenciar os dois quadros:

A piora com atividade física simples é outro sinal importante e raramente acontece na cefaleia tensional.
Quais são os principais gatilhos das crises?
As crises de enxaqueca costumam ser desencadeadas por situações ou substâncias específicas. Reconhecer esses fatores ajuda a evitar episódios e a planejar melhor a rotina, principalmente em pessoas que enfrentam o problema com frequência.
Entre os gatilhos mais comuns estão estresse, jejum prolongado, noites mal dormidas, alterações hormonais, consumo de álcool e cafeína, cheiros fortes, luzes muito intensas e alimentos como queijos amarelos, chocolate e embutidos. Manter um diário das crises facilita identificar quais fatores afetam cada pessoa.

O que dizem os estudos científicos sobre o tema?
A enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade no mundo, com forte impacto na produtividade e na qualidade de vida. Uma das maiores análises sobre o tema reuniu dados de mais de 190 países ao longo de quase três décadas.
De acordo com a análise sistemática Global, regional, and national burden of migraine and tension-type headache, publicada na revista The Lancet Neurology, cerca de 1 bilhão de pessoas convivem com enxaqueca em todo o mundo, sendo a segunda maior causa de anos vividos com incapacidade entre adultos e a primeira entre mulheres jovens.
Como prevenir e tratar a enxaqueca?
O tratamento depende da frequência e da intensidade das crises. Mudanças no estilo de vida costumam ser indicadas como primeira estratégia, complementadas por medicamentos prescritos pelo neurologista quando necessário.
Algumas medidas ajudam a reduzir o número e a gravidade das crises:
- Manter horários regulares de sono e alimentação.
- Beber água ao longo do dia para evitar desidratação.
- Praticar atividade física moderada com regularidade.
- Adotar técnicas de relaxamento, como meditação e ioga.
- Evitar gatilhos identificados, como alimentos e cheiros específicos.
Em crises mais intensas, descansar em um ambiente silencioso e escuro costuma trazer alívio. Conheça também outras opções de tratamento para enxaqueca e os cuidados específicos para a crise de enxaqueca, que ajudam a controlar os sintomas com mais eficácia.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um neurologista para orientações individualizadas.









