A apneia do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por pausas repetidas na respiração durante o sono, geralmente causadas pelo relaxamento excessivo dos músculos da garganta. Essas interrupções fragmentam o descanso e reduzem a oxigenação do corpo, levando a sintomas como ronco alto, cansaço pela manhã e sonolência durante o dia. Identificar os sinais cedo é fundamental para evitar complicações cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida.
O que é a apneia do sono?
Trata-se de uma condição em que a respiração para por alguns segundos várias vezes ao longo da noite. A forma mais comum é a apneia obstrutiva, em que as vias aéreas se fecham parcial ou totalmente devido ao relaxamento dos tecidos da garganta.
Existe ainda a apneia central, mais rara, em que o cérebro não envia corretamente os sinais para os músculos respiratórios. Em ambos os casos, o sono profundo é prejudicado e o corpo deixa de cumprir suas funções restauradoras durante a noite.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Os sintomas costumam ser percebidos primeiro por quem dorme ao lado, já que envolvem barulhos altos e pausas visíveis na respiração. Durante o dia, a pessoa sente os efeitos do sono fragmentado em várias áreas da rotina.
Entre os sinais mais comuns da apneia do sono, destacam-se:

Para entender o que pode causar esse sintoma noturno e quando ele exige atenção, vale conhecer as principais causas do ronco.
Quais são as causas e os fatores de risco?
A apneia do sono pode atingir qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam a probabilidade do quadro. Excesso de peso, idade avançada, consumo de álcool e uso de sedativos relaxam ainda mais a musculatura da garganta e favorecem o fechamento das vias aéreas.
Alterações anatômicas como amígdalas aumentadas, desvio de septo e queixo retraído também contribuem. Homens, fumantes e pessoas com histórico familiar do distúrbio formam o grupo de maior risco e devem prestar atenção redobrada aos sinais noturnos.

O que dizem os estudos sobre a apneia do sono?
O alcance global da apneia do sono foi avaliado em uma das maiores análises já feitas sobre o tema, que reuniu dados de dezenas de países para estimar quantas pessoas convivem com o distúrbio. Os resultados surpreenderam pela magnitude.
De acordo com o estudo Estimation of the global prevalence and burden of obstructive sleep apnoea, publicado na revista The Lancet Respiratory Medicine, cerca de 936 milhões de adultos entre 30 e 69 anos apresentam apneia obstrutiva do sono em algum grau no mundo, sendo que aproximadamente 425 milhões têm a forma moderada a grave da condição.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico é confirmado por meio da polissonografia, exame que monitora a respiração, os níveis de oxigênio no sangue e a atividade cerebral durante o sono. O resultado classifica o quadro em leve, moderado ou grave conforme o número de pausas por hora.
Algumas medidas ajudam a reduzir os sintomas e a melhorar o sono no dia a dia:
- Dormir de lado em vez de barriga para cima.
- Manter o peso corporal adequado.
- Evitar álcool e sedativos próximos ao horário de dormir.
- Adotar uma rotina regular de sono.
- Praticar exercícios físicos regularmente.
Em quadros moderados a graves, o uso do CPAP, um aparelho que mantém as vias aéreas abertas, costuma ser indicado. Outras estratégias estão entre as formas naturais para combater a apneia do sono e podem complementar o tratamento médico, ajudando a melhorar a qualidade do descanso ao longo do tempo, como abordado em conteúdos completos sobre apneia em diferentes fases da vida.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico do sono ou otorrinolaringologista para orientações individualizadas.









