O magnésio treonato ficou popular em anúncios de suplementos para sono, memória e foco, mas a compra online agora exige mais cautela. Um alerta recente da Anvisa mostrou que nem todo produto vendido como suplemento alimentar está autorizado para essa categoria no Brasil.
O que acendeu o alerta
O ponto central é que o nome “magnésio” no rótulo não garante que qualquer forma do mineral possa ser usada livremente em suplementos. Cada ingrediente precisa estar permitido pela regra sanitária brasileira para essa finalidade.
A Anvisa determinou o recolhimento do suplemento Magnésio L-Treonato 1000 mg, da empresa Natural Sempre Distribuidora e Comércio Ltda., porque o ingrediente não possui autorização para uso como suplemento alimentar. A agência também suspendeu a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso do produto.
O que muda na compra online
A principal mudança é a necessidade de verificar a regularidade antes de comprar. Produtos anunciados em marketplaces, redes sociais ou sites próprios podem parecer confiáveis, mas ainda assim estar fora das regras sanitárias.
- Desconfie de promessas de melhora rápida da memória, sono ou ansiedade;
- Confira se o fabricante e o CNPJ aparecem claramente no rótulo;
- Evite comprar produto sem composição completa e modo de uso;
- Não use suplemento recolhido ou com venda suspensa;
- Guarde nota fiscal e embalagem caso precise notificar reação adversa.
Para entender melhor a função do mineral no organismo, veja também o conteúdo sobre magnésio.

O que diz o estudo científico
Nem todo dado científico internacional significa autorização automática no Brasil. Segundo a opinião científica Safety of magnesium l-threonate as a novel food pursuant to Regulation (EU) 2015/2283, publicada no EFSA Journal, o magnésio L-treonato foi considerado seguro nas condições propostas de uso avaliadas na União Europeia.
Esse tipo de avaliação ajuda a entender segurança e biodisponibilidade, mas não substitui a decisão regulatória brasileira. No Brasil, a venda como suplemento depende da autorização da Anvisa para o ingrediente e para a categoria específica.
Quem deve ter mais cuidado
Mesmo suplementos regularizados podem causar efeitos indesejados ou interagir com medicamentos. O cuidado deve ser maior em pessoas que já têm problemas de saúde ou usam remédios diariamente.
- Pessoas com doença renal ou alteração nos rins;
- Gestantes, lactantes, crianças e idosos frágeis;
- Quem usa antibióticos, remédios para osteoporose ou tireoide;
- Pessoas com arritmias, pressão baixa ou uso de diuréticos;
- Quem já apresenta diarreia, náusea ou fraqueza após suplementar magnésio.

Como agir se já comprou
Se o produto comprado estiver relacionado ao recolhimento ou não tiver informações claras de regularidade, a orientação mais segura é interromper o uso e procurar o canal de atendimento do vendedor, do fabricante ou da vigilância sanitária local.
Também vale conversar com um médico ou nutricionista antes de trocar por outro tipo de magnésio. A escolha deve considerar a necessidade real de suplementação, exames, alimentação, sintomas e possíveis riscos individuais.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









