A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por pausas repetidas na respiração durante o sono, causadas pelo colapso das vias aéreas superiores. Ronco intenso, cansaço diurno, dor de cabeça matinal e dificuldade de concentração são pistas frequentes. Reconhecer esses sinais é fundamental, pois a condição está associada a maior risco de hipertensão, doenças cardiovasculares e acidentes por sonolência.
O que é apneia obstrutiva do sono?
Trata-se de um distúrbio em que a passagem do ar pela garganta fica obstruída de forma parcial ou total durante o sono, provocando microdespertares e queda nos níveis de oxigênio no sangue. O quadro pode ocorrer dezenas de vezes por hora.
Sobrepeso, idade avançada, alterações anatômicas das vias aéreas, consumo de álcool e tabagismo aumentam o risco. A doença afeta tanto homens quanto mulheres e costuma se intensificar com o passar dos anos.
Quais sintomas indicam apneia do sono?
Os sinais podem ser percebidos pelo próprio paciente ou por quem dorme ao lado. Quanto mais cedo forem identificados, melhor o prognóstico. Os principais incluem:

A presença de mais de um desses sintomas, especialmente quando persistente, é motivo para procurar avaliação médica especializada.
O que dizem os estudos da medicina do sono?
A apneia do sono é hoje reconhecida como um problema de saúde pública global, com impacto direto na qualidade de vida e na expectativa de vida. Segundo o estudo Estimation of the global prevalence and burden of obstructive sleep apnoea: a literature-based analysis, publicado na revista The Lancet Respiratory Medicine, cerca de 936 milhões de adultos entre 30 e 69 anos apresentam apneia obstrutiva do sono em algum grau, e grande parte permanece sem diagnóstico.
A análise reforça que o subdiagnóstico está associado a maior risco cardiovascular, metabólico e neurocognitivo, justificando o investimento em estratégias de triagem e tratamento adequados.

Quais exames confirmam o diagnóstico?
A confirmação da apneia do sono é feita por exames que registram o comportamento do organismo durante a noite. Os principais incluem:
- Polissonografia, considerada o padrão-ouro, realizada em laboratório do sono.
- Poligrafia respiratória domiciliar, indicada em casos selecionados.
- Avaliação clínica, com aplicação de questionários como o STOP-Bang e a escala de sonolência de Epworth.
- Exame otorrinolaringológico, para investigar alterações anatômicas.
Esses exames permitem medir o índice de apneia e hipopneia, classificar a gravidade do quadro e orientar o tratamento mais adequado, considerando também o impacto sobre a pressão alta e outras condições associadas.
Como é feito o tratamento?
O tratamento depende da gravidade do quadro e das características de cada paciente. Em casos leves, mudanças no estilo de vida, como perda de peso, prática regular de exercícios, redução do consumo de álcool e adoção de uma alimentação saudável, podem ser suficientes. Dormir de lado e evitar sedativos também ajudam.
Em quadros moderados a graves, o uso do CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas durante o sono, é o tratamento mais recomendado. Aparelhos intraorais e procedimentos cirúrgicos são opções em situações específicas. Diante de sintomas sugestivos de apneia do sono, é fundamental consultar um médico, preferencialmente pneumologista, otorrinolaringologista ou especialista em medicina do sono, para avaliação e definição do tratamento individualizado.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde.









