Aquela sensação de agulhadas, dormência ou formigamento nas mãos e nos pés pode parecer inofensiva, mas, quando se repete com frequência, costuma ser um aviso do corpo. O sintoma, chamado clinicamente de parestesia, pode estar relacionado a neuropatia diabética, deficiência de vitamina B12, compressão nervosa ou alterações circulatórias. Identificar a causa cedo é o que evita que o dano aos nervos se torne irreversível.
O que causa formigamento nas mãos e nos pés?
O formigamento surge quando os nervos periféricos sofrem compressão, inflamação ou alterações na condução dos sinais elétricos entre o cérebro e as extremidades. Episódios curtos, como cruzar as pernas ou apoiar o braço por muito tempo, costumam desaparecer em minutos e não preocupam.
Já o formigamento persistente ou recorrente merece investigação. Ele pode estar associado a doenças metabólicas, deficiências nutricionais e problemas circulatórios, sendo um sintoma comum em diferentes faixas etárias. Em muitos casos, é o primeiro sinal de uma neuropatia periférica em desenvolvimento.
Quando o formigamento indica um problema de saúde?
Algumas características ajudam a diferenciar um episódio passageiro de um sinal de alerta. Observar o padrão do sintoma e procurar ajuda médica no momento certo evita complicações neurológicas mais sérias. Os sinais que justificam avaliação incluem:

Esse último cenário pode indicar acidente vascular cerebral e exige atendimento de emergência imediato.
Quais doenças mais provocam parestesia nas extremidades?
Entre as causas mais frequentes, três se destacam pela alta prevalência e pelo impacto na saúde nervosa. O diabetes mal controlado leva ao acúmulo de glicose no sangue, que danifica progressivamente os nervos das mãos e dos pés, gerando a chamada neuropatia diabética.
A deficiência de vitamina B12 e a compressão nervosa também figuram entre os principais gatilhos. A B12 é essencial para a bainha de mielina, camada que protege os nervos, enquanto a síndrome do túnel do carpo e hérnias de disco comprimem estruturas neurais. Vale ainda observar sinais de sintomas de diabetes em conjunto com o formigamento.

Revisão científica mostra papel da vitamina B12 na saúde dos nervos
A relação entre vitamina B12 e formigamento nas extremidades é amplamente investigada na neurologia. Segundo a revisão sistemática B12 as a Treatment for Peripheral Neuropathic Pain publicada em 2020 na revista científica Healthcare, a suplementação adequada de vitamina B12 demonstrou benefícios no tratamento de neuropatias periféricas de diferentes origens.
A revisão por pares destaca que a vitamina B12 é essencial para a manutenção da bainha de mielina dos nervos e que sua deficiência pode causar formigamento, dormência e dor neuropática. Os autores reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento individualizado, sempre com acompanhamento médico.
Quais exames ajudam a identificar a causa do formigamento?
O diagnóstico começa com avaliação clínica detalhada, na qual o médico investiga frequência, duração, localização e sintomas associados. A partir dessas informações, são solicitados exames laboratoriais e, em alguns casos, testes específicos para avaliar a condução nervosa.
Os exames mais utilizados nessa investigação são:
- Glicemia em jejum e hemoglobina glicada, para detectar diabetes
- Dosagem de vitamina B12 no sangue, com homocisteína em casos selecionados
- Função tireoidiana e renal, para excluir hipotireoidismo e disfunções metabólicas
- Eletroneuromiografia, que avalia a condução elétrica dos nervos periféricos
- Ressonância magnética da coluna, quando há suspeita de compressão nervosa
Com a causa identificada, o tratamento é direcionado e pode envolver controle glicêmico, reposição vitamínica, fisioterapia ou ajuste de medicamentos.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação de um médico, neurologista ou endocrinologista. Diante de formigamento persistente ou sintomas associados, busque orientação profissional para diagnóstico individualizado e tratamento adequado.








