A deficiência de zinco pode afetar diretamente o paladar e, em alguns casos, também o olfato, porque esse mineral participa da renovação das células sensoriais e do funcionamento de enzimas importantes na boca e no nariz. Em adultos com mais de 50 anos, a baixa ingestão, doenças crônicas e uso de medicamentos podem tornar esse problema mais comum.
Por que o zinco influencia o paladar
O zinco é essencial para a manutenção das papilas gustativas e para a ação de proteínas envolvidas na percepção dos sabores. Quando os níveis estão baixos, a pessoa pode notar gosto metálico, redução do paladar ou menor prazer ao comer.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, a deficiência de zinco pode causar perda de apetite e alterações no paladar, além de afetar cicatrização e imunidade. Esses sinais podem aparecer de forma lenta e ser confundidos com mudanças naturais do envelhecimento.
Como o olfato também pode ser afetado
O olfato depende da integridade da mucosa nasal, dos neurônios olfatórios e da comunicação com o cérebro. Como o zinco participa da divisão celular e da resposta imune, sua deficiência pode dificultar a renovação adequada desses tecidos.
- Menor percepção de cheiros, especialmente aromas sutis.
- Redução do prazer alimentar, já que olfato e paladar trabalham juntos.
- Maior risco de comer alimentos muito salgados ou doces para compensar o sabor.
- Perda de apetite e possível redução involuntária da ingestão de nutrientes.

O que diz o estudo científico
Um estudo clínico avaliou o uso de zinco em pessoas com distúrbios do paladar sem causa definida. Segundo o estudo The effectiveness of zinc supplementation in taste disorder treatment, publicado na revista Journal of Dental Research, a suplementação de zinco melhorou a função gustativa em pacientes com alterações do paladar idiopáticas.
Esse achado reforça que o zinco pode ter papel importante na recuperação do paladar quando há deficiência ou alteração funcional relacionada ao mineral. Ainda assim, a perda de paladar e olfato também pode ocorrer por infecções virais, rinite, sinusite, tabagismo, doenças neurológicas e medicamentos.
Quem tem maior risco após os 50
Com o envelhecimento, algumas pessoas comem menos, absorvem pior nutrientes ou usam remédios que interferem no paladar. Por isso, a investigação deve considerar dieta, doenças e histórico clínico.
- Baixo consumo de carnes, frutos do mar, ovos, leite, castanhas e leguminosas.
- Uso de diuréticos, antiácidos, remédios para pressão ou antibióticos frequentes.
- Diabetes, doença intestinal, doença renal ou alcoolismo.
- Dietas muito restritivas ou perda de peso sem acompanhamento.

Como investigar e repor com segurança
A avaliação pode incluir histórico alimentar, exames de sangue e investigação de outras causas de perda sensorial. Alimentos como ostras, carne bovina, frango, feijão, grão-de-bico, sementes e castanhas ajudam a aumentar a ingestão de zinco.
Suplementos não devem ser usados em excesso, pois podem causar náuseas, reduzir a absorção de cobre e interferir na imunidade. O conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, nutricionista ou outro profissional de saúde.









