O zinco é um mineral essencial que participa de mais de 300 reações enzimáticas no organismo, atuando na imunidade, cicatrização, saúde da pele e produção hormonal. Entre as diversas formas disponíveis, o zinco quelato se destaca por apresentar absorção intestinal superior, garantindo que o nutriente chegue de fato às células e exerça suas funções biológicas com maior eficiência.
Para que serve o zinco no organismo?
O zinco é fundamental para o funcionamento do sistema imunológico, pois participa da maturação dos linfócitos e da defesa contra vírus e bactérias. Também atua na cicatrização de feridas, na síntese de proteínas e na manutenção da integridade da pele, cabelo e unhas.
Além disso, esse mineral está envolvido na produção de testosterona, na fertilidade masculina e feminina, e na regulação do paladar e olfato. A deficiência pode causar queda de cabelo, infecções recorrentes e cicatrização lenta, sintomas que muitas vezes se confundem com outras deficiências nutricionais comuns.
Quais são as principais propriedades do zinco?
As propriedades do zinco vão muito além do suporte imunológico, alcançando ações antioxidantes e anti-inflamatórias importantes para a saúde geral. Antes de listar os principais benefícios, vale destacar que ele atua de forma sistêmica, beneficiando diferentes órgãos.

Por que o zinco quelato é mais absorvido?
O zinco quelato é uma forma em que o mineral é ligado a aminoácidos, geralmente glicina, formando o bisglicinato de zinco. Essa estrutura protege o mineral da competição com outros metais durante o transporte intestinal, facilitando sua passagem pela mucosa.
Diferente das formas inorgânicas como sulfato e óxido de zinco, o quelato é absorvido por vias específicas de aminoácidos, o que reduz interações negativas com fitatos e fibras dos alimentos. O resultado é maior biodisponibilidade e melhor aproveitamento do mineral.
O que diz a ciência sobre a absorção do zinco quelato?
A superioridade do zinco quelato é respaldada por pesquisas em humanos que mediram a concentração sérica do mineral após administração de diferentes formas. Segundo a revisão por pares Comparative Absorption and Bioavailability of Various Chemical Forms of Zinc in Humans, publicada na revista Nutrients, o zinco bisglicinato apresentou biodisponibilidade aproximadamente 43% superior em comparação a formas como gluconato e óxido de zinco.
Essa diferença ocorre porque a ligação com aminoácidos preserva o zinco da degradação no estômago e otimiza seu transporte ativo. Por isso, suplementos quelados são frequentemente recomendados para casos de deficiência ou má absorção.

Como suprir a necessidade diária de zinco?
A recomendação diária de zinco varia entre 8 mg e 11 mg para adultos, podendo ser maior em gestantes e lactantes. A alimentação equilibrada costuma ser suficiente, mas a suplementação pode ser indicada em casos específicos, sempre com avaliação profissional.
Os principais alimentos ricos em zinco são fontes animais e vegetais que devem ser consumidas regularmente para manter os estoques do mineral.
- Ostras: a maior fonte natural de zinco entre os alimentos;
- Carne vermelha magra: excelente fonte de fácil absorção;
- Sementes de abóbora: opção vegetal rica no mineral;
- Castanhas e nozes: fornecem zinco e gorduras boas;
- Feijão e grão-de-bico: alternativas para dietas vegetarianas;
- Iogurte e queijos: contribuem com pequenas porções diárias.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Consulte sempre um médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação.









