Zumbido no ouvido e tonturas repentinas podem surgir por causas simples, como excesso de cera, labirintite ou tensão muscular, mas também podem indicar alterações na circulação do ouvido interno e maior estresse oxidativo. Quando esses sinais são frequentes, intensos ou vêm com perda auditiva, dor de cabeça forte ou desequilíbrio, precisam de avaliação médica.
Por que o ouvido depende da circulação
O ouvido interno é uma região sensível e muito dependente de oxigênio. Pequenas alterações no fluxo sanguíneo podem afetar estruturas ligadas à audição e ao equilíbrio, causando zumbido, tontura, vertigem ou sensação de ouvido tampado.
Segundo a Mayo Clinic, o zumbido pode estar associado a perda auditiva, exposição a ruídos, infecções, alterações nos vasos sanguíneos e uso de alguns medicamentos. Por isso, não deve ser atribuído automaticamente apenas ao estresse.
O papel do estresse oxidativo
O estresse oxidativo acontece quando há excesso de radicais livres em relação à capacidade antioxidante do corpo. Esse desequilíbrio pode irritar células nervosas e vasculares, prejudicando a microcirculação e a resposta dos tecidos ao oxigênio.
Alguns fatores podem aumentar esse risco:
- Pressão alta, diabetes ou colesterol elevado;
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
- Exposição frequente a ruídos intensos;
- Sono ruim, estresse crônico e sedentarismo;
- Uso de medicamentos com potencial efeito no ouvido.

Estudo científico sobre zumbido e vasos
Um estudo clínico ajuda a entender essa ligação. Segundo o estudo Oxidative stress, nitric oxide, endothelial dysfunction and tinnitus, publicado na revista Free Radical Research, pacientes com zumbido idiopático foram avaliados quanto a marcadores de estresse oxidativo, óxido nítrico e disfunção endotelial.
Os resultados sugerem que alterações no endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos, e no equilíbrio oxidativo podem participar de alguns casos de zumbido. Isso reforça a importância de cuidar da saúde vascular, especialmente quando há tonturas, pressão alta ou fatores de risco cardiovascular.
Sinais de alerta para procurar atendimento
Nem todo zumbido é emergência, mas alguns sinais indicam necessidade de avaliação rápida, pois podem envolver alterações neurológicas, vasculares ou perda auditiva súbita.
- Zumbido com perda auditiva repentina;
- Tontura forte, queda ou dificuldade para andar;
- Fraqueza em um lado do corpo ou fala enrolada;
- Dor de cabeça intensa e diferente do habitual;
- Zumbido pulsátil, no ritmo dos batimentos cardíacos;
- Sintomas após trauma na cabeça ou infecção importante.

Como proteger circulação e equilíbrio
Controlar pressão, glicose e colesterol, dormir bem, evitar ruídos intensos e parar de fumar são medidas que ajudam a proteger vasos, nervos e ouvido interno. Também vale reduzir excesso de cafeína e álcool se eles piorarem o zumbido.
O tratamento depende da causa e pode envolver otorrinolaringologista, neurologista ou cardiologista. Para entender outras causas e opções de cuidado, veja também este conteúdo sobre zumbido no ouvido.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Em caso de zumbido persistente, tonturas repentinas, perda auditiva ou sintomas neurológicos, procure atendimento médico.









