A deficiência de zinco pode alterar o paladar, deixando os alimentos sem gosto, com sabor metálico ou menos intensos. Esse sinal pode surgir antes de sintomas mais evidentes, porque o zinco participa da renovação das células da boca, do funcionamento das papilas gustativas e da resposta do sistema imunológico.
Quando os níveis de zinco estão baixos, o corpo pode ter mais dificuldade para combater vírus e bactérias, cicatrizar feridas e manter barreiras de proteção, como pele e mucosas. Por isso, mudanças persistentes no gosto dos alimentos não devem ser ignoradas.
Por que o zinco muda o paladar
O zinco é importante para o bom funcionamento das papilas gustativas e para a percepção normal de sabores. Quando há deficiência, pode ocorrer hipogeusia, que é a redução do paladar, ou disgeusia, quando os sabores ficam distorcidos.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, o zinco também ajuda o sistema imunológico a combater bactérias e vírus, participa da cicatrização e é essencial para o sentido normal do paladar.
O que diz um estudo científico
Segundo a revisão científica Zinc as a Gatekeeper of Immune Function, publicada na revista Nutrients, o zinco é essencial para a função imune e atua na regulação de vias de sinalização das células da imunidade inata e adaptativa.
Esse dado ajuda a explicar por que a falta de zinco pode aparecer não apenas como alteração no paladar, mas também como maior vulnerabilidade a infecções. Quando o mineral está baixo, a resposta de defesa pode ficar menos eficiente e o corpo demora mais para se recuperar.

Sinais de alerta no dia a dia
A alteração do paladar pode vir sozinha, mas ganha mais importância quando aparece junto de outros sinais. Observar o conjunto ajuda a diferenciar um incômodo passageiro de uma possível deficiência nutricional.
- Comida sem gosto ou com sabor metálico frequente;
- Resfriados, gripes ou infecções repetidas;
- Feridas que demoram a cicatrizar;
- Queda de cabelo, unhas fracas ou pele irritada;
- Perda de apetite sem causa aparente.
Quem tem maior risco de deficiência
A deficiência de zinco pode ocorrer por baixa ingestão, má absorção intestinal ou maior necessidade do organismo. Pessoas com dietas muito restritivas, doenças intestinais ou consumo excessivo de álcool precisam de mais atenção.
Vegetarianos e veganos também podem ter risco maior, porque alguns alimentos vegetais contêm fitatos, compostos que reduzem a absorção do zinco. Para saber como incluir o mineral na rotina, veja o conteúdo do Tua Saúde sobre alimentos ricos em zinco.

Como corrigir sem exagerar
A correção deve priorizar alimentos ricos em zinco e, quando necessário, suplementação orientada. O excesso também pode fazer mal, causando náuseas, dor abdominal e até prejudicando a absorção de cobre.
- Inclua carnes, frango, peixe, ovos e laticínios na alimentação, quando possível;
- Use leguminosas, sementes e castanhas como fontes vegetais;
- Evite tomar suplemento por conta própria em doses altas;
- Investigue alterações persistentes de paladar, especialmente após infecções ou uso de remédios;
- Procure avaliação se houver infecções frequentes ou cicatrização lenta.
O conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista, especialmente em caso de alteração persistente do paladar, suspeita de deficiência de zinco, uso de medicamentos ou doenças crônicas.









