A melatonina é conhecida como hormônio do sono e costuma ser vendida como suplemento, o que pode passar a impressão de que é sempre inofensiva. Mas ela pode causar sonolência, alterar respostas do organismo e interagir com remédios de pressão, diabetes, anticoagulantes e sedativos.
Por que a melatonina exige cuidado
A melatonina participa da regulação do ciclo sono e vigília, sendo liberada naturalmente no escuro. Como suplemento, pode ser útil em situações específicas, mas não deve ser vista como solução automática para qualquer insônia.
Segundo a Mayo Clinic, a melatonina pode interagir com medicamentos como anticoagulantes, remédios para pressão, anticonvulsivantes, imunossupressores, remédios para diabetes e sedativos.
Remédios que podem interagir
O risco depende da dose, do horário de uso, da idade e das doenças associadas. Quem usa medicamentos contínuos deve conversar com um profissional antes de iniciar o suplemento.
- Anticoagulantes e antiagregantes, pelo possível aumento do risco de sangramentos;
- Medicamentos para pressão, porque pode haver alteração no controle da pressão arterial;
- Remédios para diabetes, já que pode interferir no controle da glicose;
- Sedativos, calmantes e álcool, pelo aumento da sonolência;
- Imunossupressores e anticonvulsivantes, que exigem avaliação individual.

Estudo científico sobre segurança da melatonina
Segundo a revisão narrativa Current Insights into the Risks of Using Melatonin as a Treatment for Sleep Disorders in Older Adults, publicada no periódico Clinical Interventions in Aging, a melatonina tem perfil de segurança favorável em idosos, mas ainda faltam evidências robustas sobre o uso prolongado.
A revisão destaca que idosos podem ter maior risco de efeitos indesejados por causa de doenças associadas, uso de vários medicamentos e maior sensibilidade à sonolência. Isso reforça que a melatonina não deve ser usada por longos períodos sem acompanhamento.
Sinais de que o uso não vai bem
Alguns sintomas podem indicar dose inadequada, interação ou uso em horário errado. Eles merecem atenção, principalmente quando começam após iniciar o suplemento.
- Sonolência no dia seguinte, tontura ou confusão;
- Quedas, desequilíbrio ou piora da atenção;
- Pesadelos, dor de cabeça, náusea ou irritabilidade;
- Pressão mais baixa ou mais alta que o habitual;
- Glicose mais difícil de controlar em quem tem diabetes.

Como usar com mais segurança
A melatonina deve ser usada na menor dose eficaz, por curto período e com orientação quando houver doenças crônicas, gravidez, amamentação, idade avançada ou uso de remédios contínuos. Também é importante evitar combinar com álcool ou outros produtos para dormir.
Antes de recorrer ao suplemento, vale ajustar rotina de sono, luz à noite, cafeína, horários e telas. Para entender melhor quando pode ser indicada, veja este conteúdo sobre melatonina.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista, que deve ser consultado para diagnóstico e orientações individualizadas.









