O chá de guaco, preparado com uma planta medicinal amplamente presente no Brasil, incluindo no Nordeste, é reconhecido pela Anvisa como auxiliar no alívio de sintomas respiratórios como tosse, bronquite e congestão. Graças à cumarina, seu principal composto ativo, o chá age como expectorante e broncodilatador natural, ajudando a fluidificar o muco e a relaxar as vias aéreas. Entenda como a planta atua, o modo correto de preparar a infusão e em quais situações o chá não substitui o acompanhamento médico.
Por que o guaco é considerado uma planta expectorante?
O guaco (Mikania glomerata) contém cumarina, substância que atua sobre a musculatura lisa dos brônquios, favorecendo a dilatação das vias aéreas e facilitando a eliminação do catarro. Por essa razão, é tradicionalmente indicado em quadros de tosse produtiva, bronquite e congestão respiratória leve.
A planta consta na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) e é reconhecida pela Anvisa como fitoterápico. Pessoas com sintomas de bronquite costumam recorrer ao chá como medida complementar ao tratamento convencional.
Como o chá de guaco age nas vias respiratórias?
O chá promove três efeitos principais: ação expectorante, que torna o muco mais fluido; ação broncodilatadora leve, que ajuda a abrir as vias aéreas; e ação anti-inflamatória, que reduz a irritação da mucosa respiratória. O conjunto desses efeitos alivia a sensação de peito congestionado e facilita a respiração.
Além disso, a infusão tem efeito calmante sobre a garganta irritada, o que contribui para reduzir a frequência da tosse seca e persistente em quadros gripais leves.

Como preparar o chá de guaco corretamente?
O preparo adequado preserva a cumarina e demais compostos ativos. A seguir, confira o passo a passo recomendado pelo Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira:

Outras plantas, como o eucalipto, também apresentam ação descongestionante e podem ser associadas ao tratamento, sempre com orientação profissional. Saiba mais sobre o chá de guaco e suas combinações terapêuticas.
O que a ciência diz sobre os efeitos do guaco?
Diversas pesquisas brasileiras já investigaram a ação farmacológica do guaco sobre o sistema respiratório. Segundo a revisão Farmacobotânica, fitoquímica e farmacologia do Guaco, publicada na Revista Brasileira de Plantas Medicinais (Scielo), a planta apresenta ações broncodilatadora, expectorante, anti-inflamatória e antialérgica comprovadas em estudos pré-clínicos, sendo a cumarina apontada como o principal composto responsável por esses efeitos.
Os autores destacam ainda que o extrato de guaco reduz a permeabilidade vascular e a migração de leucócitos para tecidos inflamados, o que ajuda a explicar o alívio de sintomas associados a infecções respiratórias leves.
Quem deve evitar o consumo do chá de guaco?
Apesar de natural, o guaco apresenta contraindicações importantes. Os principais grupos que devem evitar o consumo do chá são:
- Gestantes e lactantes, pelo risco de efeitos sobre o bebê;
- Crianças menores de 2 anos;
- Pessoas com doenças hepáticas, diabetes, tuberculose ou câncer;
- Usuários de anticoagulantes, antibióticos ou anti-inflamatórios, devido a interações medicamentosas;
- Pessoas com alergia a plantas da família Asteraceae.
O consumo em excesso pode causar vômitos, diarreia e aumento da pressão arterial. Por isso, é essencial respeitar as doses recomendadas e observar a resposta do organismo. Em casos de tosse persistente por mais de duas semanas, febre alta ou falta de ar, é fundamental procurar um pneumologista para avaliar possíveis tratamentos para bronquite adequados ao seu caso.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Consulte sempre seu médico antes de iniciar o uso de qualquer planta medicinal ou fitoterápico.









