O surgimento de notícias sobre a varíola dos macacos (mpox) costuma gerar um misto de medo e desinformação, mas entender como esse vírus realmente se comporta é a melhor forma de proteger você e sua família. Diferente do que muitos pensam, a prevenção vai muito além de evitar o contato com animais silvestres, envolvendo cuidados simples de higiene e atenção a sinais específicos que o corpo emite logo nos primeiros dias de infecção.
Como a doença é transmitida?
A ciência nos mostra que a principal via de contágio é o contato direto com as feridas, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de uma pessoa infectada. Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) explicam que o vírus entra no organismo através de pequenas lesões na pele, mucosas ou pelo trato respiratório superior.
Evidências do guia de Vigilância e Resposta à Mpox do Ministério da Saúde confirmam que o contato com objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas, também representa um risco real. Por isso, o isolamento de utensílios de uso pessoal é uma das medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão dentro de uma residência.
Quais são os sintomas principais?
O quadro clínico geralmente começa com uma sensação de gripe forte, evoluindo para as características lesões na pele que mudam de aspecto ao longo dos dias. A ciência nos mostra que, conforme descrito no estudo “Características clínicas e tratamento da varíola dos macacos em humanos: um estudo observacional retrospectivo no Reino Unido”, o período de incubação pode variar de 5 a 21 dias.
De acordo com especialistas, as feridas podem ser dolorosas e costumam passar por estágios de mácula, pápula, vesícula e pústula antes de formarem crostas. É essencial observar o surgimento de gânglios inchados (ínguas), um sinal que ajuda a diferenciar a mpox de outras doenças virais comuns, como a catapora ou a herpes.

Como prevenir a infecção diária?
A prevenção eficaz exige uma combinação de higiene rigorosa e distanciamento estratégico em situações de risco identificado. Evidências do guia “Controle da infecção por varíola dos macacos” mostram que o uso de desinfetantes comuns e a lavagem frequente das mãos com água e sabão eliminam o vírus com facilidade.
Para manter o ambiente seguro, especialmente em períodos de maior circulação viral, especialistas recomendam adotar comportamentos que minimizem a exposição. Veja as medidas práticas mais importantes:
| Medida Preventiva | Orientação | Objetivo |
|---|---|---|
| Higiene das mãos | Lavar com água e sabão ou usar álcool em gel 70% regularmente. | Reduzir a transmissão de microrganismos. |
| Uso de máscaras | Recomendado em ambientes fechados se houver suspeita de contato próximo. | Diminuir o risco de transmissão por gotículas. |
| Desinfecção de superfícies | Limpar maçanetas, balcões e objetos compartilhados com frequência. | Eliminar agentes infecciosos presentes em superfícies. |
| Evitar contato íntimo | Restringir contato pele a pele com pessoas que apresentem lesões suspeitas. | Prevenir transmissão por contato direto. |
Quem deve tomar a vacina?
A vacinação não é indicada para toda a população de forma indiscriminada, sendo priorizada para grupos com maior risco de exposição ou complicações. A ciência nos mostra que, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a imunização é uma ferramenta estratégica de controle de surtos e proteção de profissionais da linha de frente.
A vacina de terceira geração contra a varíola humana oferece proteção cruzada significativa contra a mpox. O foco atual das campanhas de saúde pública é garantir que indivíduos imunocomprometidos e aqueles que tiveram contato direto com casos confirmados recebam a dose o mais rápido possível.
O que você deve fazer agora?
Se você notar qualquer lesão suspeita ou teve contato com alguém diagnosticado, o passo mais importante é buscar orientação profissional e evitar a automedicação. Manter-se bem informado através de fontes confiáveis é o que evita o pânico e garante que as medidas tomadas sejam realmente eficazes para a sua saúde.
Ao monitorar sua saúde e a de quem convive com você, você contribui para uma comunidade mais segura e resiliente contra doenças emergentes. A prevenção é um hábito diário que começa com a atenção aos detalhes e o cuidado com o próximo.
O acompanhamento com um médico é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









