Perceber uma quantidade excessiva de fios no ralo do banheiro ou na escova pode gerar uma ansiedade imediata, mas a ciência nos mostra que o cabelo é um reflexo direto da nossa saúde interna e do equilíbrio do organismo. Na maioria das vezes, essa queda acentuada não é um problema definitivo, mas sim um sinal de alerta de que seu corpo precisa de mais nutrientes, descanso ou atenção a alterações hormonais silenciosas. Entender as causas por trás desse ciclo é o primeiro passo para recuperar a densidade dos fios e a sua autoconfiança com soluções práticas e eficazes.
Por que o cabelo cai?
A ciência nos mostra que o ciclo de crescimento capilar é dividido em três fases e que perder entre 50 a 100 fios por dia é considerado normal. Especialistas do “Dermatologia na Atenção Básica de Saúde”, explicam que fatores como estresse físico ou emocional podem empurrar precocemente os fios para a fase de queda (telógena).
Evidências do guia International Classification of Diseases da OMS confirmam que o eflúvio telógeno é uma das causas mais comuns de queda difusa. Esse processo acontece geralmente três meses após um evento gatilho, como uma cirurgia, uma infecção viral ou um período de estresse intenso, afetando o ciclo natural de renovação.
Quais são as causas principais?
Muitas vezes, a queda está ligada a carências nutricionais ou desequilíbrios hormonais que impedem o folículo de produzir um fio forte. De acordo com revisões publicadas no “Dieta e queda de cabelo: efeitos da deficiência de nutrientes e do uso de suplementos”, a falta de ferro e de vitaminas específicas é um dos motivos mais frequentes para o enfraquecimento capilar em mulheres.
Existem diversos fatores que podem acelerar a perda de fios, e identificá-los ajuda a direcionar o cuidado correto para o seu caso:
- Anemia e falta de ferro: Essencial para levar oxigênio às raízes dos cabelos.
- Alterações na tireoide: Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo afetam o metabolismo do fio.
- Uso de medicamentos: Alguns antidepressivos ou remédios para pressão podem ter a queda como efeito colateral.
- Procedimentos químicos: Excesso de tinturas e alisamentos danificam a estrutura da queratina.

Como a alimentação ajuda?
A ciência nos mostra que o que colocamos no prato é o combustível para a queratina, a proteína que compõe quase todo o fio de cabelo. Dietas restritivas demais são inimigas da saúde capilar a longo prazo.
Para fortalecer as raízes de dentro para fora, você pode focar em nutrientes que as evidências científicas apontam como fundamentais para a estrutura capilar:
Quando o estresse influencia?
O estresse crônico libera cortisol em excesso, um hormônio que pode interromper a fase de crescimento dos fios e inflamar o couro cabeludo. Evidências do guia “Saúde mental e uso de substâncias” da OMS sugerem que o controle da ansiedade é vital para interromper o ciclo de queda emocional.
A ciência nos mostra que, ao reduzir o impacto do estresse no corpo, os folículos tendem a retomar suas atividades normais em alguns meses. Práticas que equilibram o sistema nervoso ajudam a regular a circulação sanguínea no couro cabeludo, garantindo que os nutrientes cheguem de forma eficiente até a ponta dos fios.
Qual é o seu próximo passo?
Identificar se a sua queda é passageira ou se precisa de uma intervenção mais profunda é o início do caminho para ver o seu cabelo crescer saudável novamente. Comece observando se houve mudanças na sua rotina nos últimos meses e procure introduzir alimentos mais densos em vitaminas para dar o suporte necessário ao seu organismo.
Lembre-se de que a paciência é fundamental, pois o cabelo demora algumas semanas para responder aos novos hábitos saudáveis que você adotar hoje. Tratar o seu corpo com carinho e fornecer os nutrientes certos é a estratégia mais inteligente e duradoura para manter fios fortes, brilhosos e resistentes ao longo do tempo.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









