Lidar com episódios de diarreia é uma situação desconfortável que quase todo mundo já enfrentou, mas o que muitos não sabem é que nem toda desregulação intestinal tem a mesma origem. Entender se o seu problema é causado por um alimento mal lavado, uma virose passageira ou até mesmo pelo estresse pode ser a chave para escolher o tratamento certo, acelerar sua recuperação e evitar que uma simples indisposição se transforme em um quadro de desidratação severa.
O que define a diarreia aguda?
A ciência nos mostra que a diarreia aguda é aquela que dura até 14 dias e, geralmente, tem origem infecciosa por vírus ou bactérias. Artigo “Diarreia” da Mayo Clinic, esse tipo de reação é uma defesa do organismo para expulsar microrganismos invasores rapidamente, resultando em fezes líquidas e aumento da frequência de idas ao banheiro.
Evidências do Manual de Manejo do Paciente com Diarreia do Ministério da Saúde confirmam que a reidratação é o pilar mais importante nesse estágio. O foco deve ser repor a água e os sais perdidos para evitar complicações sistêmicas, enquanto o próprio corpo trabalha para restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal de forma natural.
Quais são os tipos mais comuns?
Existem diferentes mecanismos que fazem o intestino funcionar de maneira acelerada ou reter mais água do que o normal nas fezes. De acordo com especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), identificar a característica do episódio ajuda a diferenciar se o problema é uma má absorção ou uma inflamação, como nos tipos listados abaixo:
Osmótica
Substâncias não absorvidas (como lactose) que retêm água no intestino.
Secretora
Causada por bactérias que forçam o corpo a liberar água nas fezes.
Exsudativa
Ligada a lesões na mucosa, podendo apresentar muco ou sangue.
Motilidade
Quando o alimento passa rápido demais devido ao estresse ou hormônios.
Como a alimentação pode ajudar?
A ciência nos mostra que a dieta durante a diarreia não deve ser de jejum, mas sim de repouso digestivo com alimentos de fácil absorção. O artigo “Alimentação infantil e morbidade por diarreia” explicam que priorizar amidos cozidos ajuda a dar consistência às fezes e fornece energia sem sobrecarregar o trânsito intestinal, que já se encontra sensibilizado e acelerado.
Para garantir que o intestino se recupere sem novos estímulos irritantes, evidências das diretrizes de nutrologia recomendam focar em opções que ajudem a “prender” o intestino levemente, como:
- Arroz branco e macarrão de sêmola: carboidratos simples que são absorvidos rapidamente.
- Banana-maçã e caju: frutas ricas em taninos que ajudam a diminuir a fluidez das fezes.
- Cenoura cozida: oferece fibras solúveis que ajudam a formar o bolo fecal sem irritar a mucosa.
- Frango ou peixe grelhado: fontes de proteína magra necessárias para a reparação dos tecidos.

Quando a diarreia se torna crônica?
A ciência nos mostra que, se os sintomas persistirem por mais de quatro semanas, o quadro passa a ser considerado crônico e exige uma investigação profunda. Especialistas na revisão “Diarreia Crônica: Diagnóstico e Tratamento” indicam que, nesses casos, a causa raramente é uma infecção comum, podendo estar ligada a intolerâncias alimentares, síndrome do intestino irritável ou doenças autoimunes.
O uso prolongado de certos medicamentos para o coração também pode alterar o ritmo intestinal em alguns pacientes. Por isso, observar o tempo de duração e os gatilhos alimentares é fundamental para que o diagnóstico identifique se a causa é funcional ou estrutural.
Como saber se há desidratação?
O próximo passo é monitorar os sinais que o corpo envia quando a perda de líquidos supera a ingestão, o que pode ser perigoso. A ciência nos mostra que a sede excessiva, a boca seca e a diminuição da urina são alertas vermelhos; em idosos e crianças, a atenção deve ser redobrada, pois a desidratação pode evoluir para confusão mental e fraqueza extrema.
Ficar atento à cor da urina e à elasticidade da pele ajuda a medir a gravidade do quadro em casa. Se os sintomas de tontura ao levantar ou febre alta aparecerem, a busca por atendimento médico imediato é a única forma de garantir a reposição hidroeletrolítica segura, protegendo o seu sistema cardiovascular e garantindo o pleno restabelecimento da sua saúde.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









