Pintar o cabelo menstruada é um hábito seguro e não existem evidências científicas que comprovem riscos à saúde ou alterações no resultado da cor devido ao ciclo. A crença de que a tintura não “pega” ou que faz mal à saúde nesse período é um mito popular sem fundamentação biológica. Embora o corpo passe por flutuações hormonais, essas mudanças não interferem na estrutura da fibra capilar a ponto de impedir a fixação dos pigmentos, permitindo que a mulher mantenha sua rotina de beleza normalmente.
O ciclo menstrual altera a fixação da tinta?
Não há qualquer interferência direta entre os hormônios da menstruação e a capacidade do córtex capilar de absorver os pigmentos da coloração. A fixação da cor depende da qualidade do produto e da porosidade do fio, fatores que permanecem estáveis independentemente do dia do mês.
De acordo com estudos sobre a fisiologia do folículo piloso, a queratina do cabelo é uma estrutura morta após sair do couro cabeludo, não respondendo às variações de estrogênio ou progesterona. Portanto, o resultado estético do procedimento será exatamente o mesmo que em qualquer outra fase do ciclo.
Por que algumas pessoas sentem desconforto no salão?
Durante a menstruação, o corpo produz maiores níveis de prostaglandinas, substâncias que podem aumentar a sensibilidade à dor e tornar o couro cabeludo mais reativo. Esse fator pode fazer com que o contato com produtos químicos pareça mais incômodo ou cause ardência leve em algumas mulheres.
- Sensibilidade cutânea: O couro cabeludo pode estar mais irritadiço devido à retenção de líquidos e sensibilidade nervosa.
- Olfato aguçado: Alterações hormonais podem tornar o cheiro da amônia e de outros reagentes mais forte e enjoativo.
- Cansaço físico: Ficar sentada por longas horas na mesma posição pode aumentar o desconforto lombar típico do período.
- Temperatura corporal: Pequenas variações térmicas podem fazer com que a cliente sinta mais frio ou calor durante a aplicação.

Quais cuidados ter ao colorir os fios menstruada?
A principal recomendação é focar no conforto pessoal e na proteção da pele, já que a barreira cutânea pode estar ligeiramente mais sensível. Escolher ambientes bem ventilados e produtos de boa procedência minimiza qualquer chance de náuseas ou irritações leves durante o processo.
- Teste de contato: Realizar o teste de mecha e de pele é indispensável para descartar alergias, que podem ser mais latentes.
- Hidratação reforçada: Beber água ajuda a manter o equilíbrio do corpo e pode diminuir a percepção de sensibilidade.
- Produtos sem amônia: Optar por tonalizantes ou tintas mais suaves reduz o odor forte e a agressividade ao couro cabeludo.
- Postura adequada: Utilizar apoios para os pés e almofadas pode aliviar as cólicas e a tensão muscular no salão.
A química da tinta pode afetar o fluxo menstrual?
A absorção de componentes químicos pelo couro cabeludo é mínima e insuficiente para causar qualquer impacto sistêmico nos órgãos reprodutores ou no fluxo. Segundo diretrizes da ANVISA, os produtos cosméticos aprovados para uso capilar são seguros e não possuem ação hormonal.
O ciclo menstrual é controlado pelo eixo hipotálamo-hipófise-ovário, um sistema interno complexo que não sofre interferência de agentes externos aplicados localmente no cabelo. Dessa forma, a duração da menstruação ou a intensidade das cólicas não sofrerão alterações por causa da mudança de cor dos fios.

Existe algum risco real para a saúde da mulher?
O único risco real ao pintar o cabelo, seja no período menstrual ou fora dele, está relacionado a possíveis reações alérgicas individuais aos componentes da fórmula. Fora isso, a prática é considerada totalmente segura por órgãos de saúde e especialistas em dermatologia ao redor do mundo. O estudo “Percutaneous absorption of hair dyes: correlation with partition coefficients“ explica como essas possíveis reações acontecem.
Mitos que sugerem a interrupção da menstruação ou “subida do sangue para a cabeça” são infundados e pertencem ao folclore antigo, sem qualquer base na medicina moderna. Recomendamos fortemente que você busque orientação médica profissional caso apresente sintomas incomuns ou reações cutâneas graves após o uso de tinturas.









