Ter unhas quebradiças e com estrias verticais com frequência pode ser um sinal precoce de deficiência de ferro ou problema tireoidiano que exige investigação. Embora nem toda alteração seja preocupante, quando a fragilidade é persistente e vem acompanhada de outros sintomas, ela pode refletir carências nutricionais, como ferro, biotina e zinco, ou condições sistêmicas, como o hipotireoidismo. Por isso, a avaliação médica com exames é fundamental antes de qualquer suplementação.
O que causa unhas quebradiças e com estrias verticais?
As unhas frágeis podem ter origem local, como o contato frequente com água e produtos químicos, ou origem interna, ligada ao estado nutricional e hormonal. As estrias verticais, em especial, tornam-se mais comuns com o avançar da idade.
Quando a fragilidade persiste mesmo com cuidados externos, é mais provável que a causa esteja no organismo. Observar a textura, a velocidade de crescimento e a presença de outros sintomas ajuda a diferenciar as possíveis origens das unhas fracas.
Como as deficiências nutricionais afetam as unhas?
A unha é formada principalmente por queratina, e sua produção depende de uma oferta adequada de nutrientes. A falta de ferro, biotina e zinco está entre as causas mais associadas à fragilidade e ao crescimento lento.
O ferro participa do transporte de oxigênio até os tecidos em formação, a biotina atua na síntese da queratina e o zinco contribui para a divisão celular. Quando algum desses nutrientes está em falta, a lâmina ungueal pode ficar mais fina, opaca e propensa a quebrar.

Quais condições sistêmicas podem deixar as unhas frágeis?
Além das carências nutricionais, algumas doenças e condições do organismo podem se manifestar nas unhas. Reconhecer esses fatores ajuda a direcionar a investigação. As causas sistêmicas mais frequentes incluem:
- Hipotireoidismo e outras alterações da tireoide
- Anemia por deficiência de ferro
- Psoríase, que pode afetar a lâmina ungueal
- Envelhecimento natural das unhas
- Doenças hepáticas e renais
- Infecções fúngicas
O hipotireoidismo é uma das condições que merece atenção, já que pode deixar as unhas quebradiças e de crescimento lento, muitas vezes acompanhadas de cansaço, pele seca e queda de cabelo.
Como um estudo científico explica a fragilidade das unhas?
A dermatologia tem estudado a chamada síndrome das unhas frágeis para entender suas causas e formas de tratamento. Uma revisão detalhou os padrões clínicos e os fatores envolvidos nesse quadro tão comum.
Segundo o estudo Brittle nail syndrome: a pathogenesis-based approach with a proposed grading system, publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, a fragilidade ungueal afeta cerca de 20% da população, é mais comum em mulheres e pode resultar tanto de alterações na adesão das células da unha quanto de problemas na matriz ungueal, reforçando a importância de identificar a causa antes de tratar.

Por que investigar com exames antes de suplementar?
Iniciar suplementos por conta própria costuma não resolver o problema quando a causa real não foi identificada. O uso indiscriminado de biotina, por exemplo, não beneficia quem já tem níveis adequados e ainda pode interferir em resultados de exames laboratoriais.
A investigação geralmente inclui hemograma, ferritina, TSH, dosagem de zinco e vitamina D, entre outros marcadores. Diante de unhas frágeis e com estrias persistentes, o mais indicado é procurar um dermatologista, clínico geral ou nutricionista para avaliação individualizada e definição do melhor cuidado.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou outro profissional de saúde qualificado. Busque orientação profissional para receber um diagnóstico adequado e um plano personalizado às suas necessidades.









