A vacina VSR aplicada na gestação ajuda a proteger o bebê contra formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório, uma das principais causas de bronquiolite nos primeiros meses de vida. No Brasil, a recomendação no SUS é vacinar gestantes a partir da 28ª semana, para favorecer a passagem de anticorpos pela placenta antes do nascimento.
Por que a vacina protege o bebê
Durante a gravidez, anticorpos produzidos pela mãe atravessam a placenta e chegam ao bebê. A vacinação materna usa esse processo natural para oferecer uma proteção temporária justamente no período em que o recém-nascido ainda tem o sistema imunológico imaturo.
Essa proteção é importante porque o VSR pode começar como um resfriado, mas evoluir para bronquiolite, chiado no peito, falta de ar e internação, especialmente em bebês pequenos e prematuros.

O estudo científico da Cochrane
Segundo a revisão sistemática Respiratory syncytial virus vaccination during pregnancy for improving infant outcomes, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews, a vacinação contra o VSR durante a gravidez reduz hospitalizações de bebês por doença associada ao vírus.
A revisão avaliou 6 estudos, com 17.991 gestantes, e encontrou que, a cada 1.000 mulheres vacinadas, 11 bebês foram internados por doença por VSR, contra 22 bebês a cada 1.000 mulheres que receberam placebo. A evidência também indicou pouco ou nenhum efeito sobre defeitos congênitos.
Quem pode receber no SUS
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina vírus sincicial respiratório A e B recombinante é recomendada para todas as gestantes a cada gestação, a partir da 28ª semana, sem restrição de idade materna.
- Dose única durante a gestação;
- Aplicação a partir da 28ª semana gestacional;
- Proteção voltada ao recém-nascido nos primeiros meses;
- Indicação repetida em cada nova gestação;
- Necessidade de seguir a orientação da unidade de saúde.
Sinais de VSR no bebê
Mesmo com a vacinação, os responsáveis devem observar sinais respiratórios, pois nenhuma estratégia de prevenção elimina totalmente o risco. Bebês pequenos podem piorar rápido.
- Tosse, coriza e febre;
- Chiado no peito ou respiração rápida;
- Esforço para respirar, com costelas marcadas;
- Dificuldade para mamar ou recusa alimentar;
- Sonolência excessiva, irritabilidade ou lábios arroxeados.

O que conversar no pré-natal
A melhor decisão deve ser tomada durante o pré-natal, considerando idade gestacional, histórico de alergias, vacinas já aplicadas e disponibilidade na rede de saúde. Também vale manter medidas simples, como lavar as mãos e evitar contato do recém-nascido com pessoas gripadas.
Para entender melhor sintomas e cuidados relacionados ao vírus, veja também o conteúdo sobre vírus sincicial respiratório. A vacinação materna é uma forma de proteger o bebê antes mesmo de ele poder receber muitas vacinas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









