A gengivite é uma inflamação reversível dos tecidos gengivais, caracterizada clinicamente pelo sangramento e edema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição é o resultado do acúmulo de biofilme bacteriano, que desencadeia uma resposta imunitária local. Ignorar esses sinais pode levar à periodontite, uma patologia grave que compromete o ligamento periodontal e o osso alveolar, tornando o diagnóstico precoce e a higiene rigorosa fundamentais para evitar a perda dentária e complicações sistêmicas.
O que define a gengivite?
A gengivite é uma lesão inflamatória confinada aos tecidos moles da gengiva, sem evidência de perda de inserção óssea. De acordo com o estudo exato “Gingivitis” disponibilizado na plataforma PubMed, a inflamação ocorre devido à liberação de toxinas bacterianas que aumentam a permeabilidade vascular no tecido gengival.
Clinicamente, a gengivite é identificada pela alteração na cor, forma e consistência da margem gengival. Por ser uma condição frequentemente indolor, o paciente pode não buscar auxílio até que o sangramento se torne espontâneo, sinalizando que a resposta inflamatória do hospedeiro atingiu estágios de maior congestão capilar.

Quais são os sintomas principais?
Os sintomas manifestam-se como alertas biológicos de que o biofilme está agredindo os tecidos de proteção. O sangramento ao toque é o indicador mais sensível de inflamação ativa, superando a percepção visual do paciente.
Abaixo, listamos os principais indicadores clínicos da presença de gengivite:
Quais causas favorecem a inflamação?
A causa primária é o acúmulo de placa, mas fatores sistêmicos modulam a gravidade da resposta. No artigo técnico “Etiology and Pathogenesis of Periodontal Diseases”, publicado na PubMed, demonstra-se que alterações hormonais e doenças metabólicas, como o diabetes, exacerbam a inflamação gengival.
O tabagismo também é uma causa crítica, embora possa mascarar o sangramento devido à vasoconstrição, retardando o diagnóstico. Além disso, o uso de certas medicações e o estresse crônico podem comprometer a resposta imune local, facilitando a proliferação de microrganismos patogênicos no sulco gengival.
Como funciona o tratamento eficaz?
O tratamento foca na desorganização mecânica do biofilme e na remoção de depósitos calcificados (tártaro). Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde no manual “Caderno de Atenção Básica: Saúde Bucal”, a raspagem e o polimento coronário são os procedimentos essenciais para restabelecer a saúde dos tecidos.
A eficácia do tratamento clínico depende diretamente do controle de placa realizado pelo paciente em seu domicílio. Em situações de inflamação aguda, o uso auxiliar de agentes químicos, como o bochecho de digliconato de clorexidina a 0,12%, pode ser indicado para reduzir a carga bacteriana e favorecer a cicatrização inicial.

Quais cuidados evitam a reincidência?
A prevenção da gengivite exige a manutenção de um ambiente bucal que impeça a maturação de colônias bacterianas complexas. O estudo exato “Mechanical plaque control”, reforça que a combinação de escovação técnica e limpeza interdental é a única forma de prevenir a recidiva inflamatória.
As estratégias de controle recomendadas para manter a saúde gengival incluem:
- Limpeza interproximal: Uso obrigatório de fio dental ou escovas interdentais para remover a placa entre os dentes.
- Técnica de Bass modificada: Escovação com cerdas em 45 graus voltadas para o sulco gengival.
- Visitas periódicas: Monitoramento profissional a cada seis meses para remoção de cálculo supra e subgengival.
- Controle dietético: Redução da frequência de ingestão de carboidratos fermentáveis que alimentam o biofilme.
Nota: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta clínica. Caso apresente sangramento persistente ou inchaço na gengiva, busque orientação médica profissional ou de um cirurgião-dentista.









