A serotonina é um neurotransmissor fundamental que atua na comunicação entre as células nervosas, desempenhando um papel central na regulação do humor, do sono e do apetite. Frequentemente chamada de “hormônio da felicidade“, ela é produzida principalmente no trato gastrointestinal e no sistema nervoso central a partir do aminoácido triptofano. Entender como essa substância funciona é o primeiro passo para conquistar um bem-estar duradouro e prevenir distúrbios emocionais.
O que é a serotonina no corpo?
Segundo pesquisas revisadas no PubMed, como o estudo “Tryptophan Metabolism: A Link Between the Gut Microbiota and Brain” (2020), ela é essencial para o equilíbrio homeostático. O aminoácido essencial L-triptofano é o precursor direto dessa molécula, sendo captado pela corrente sanguínea para ser convertido em 5-HT no sistema nervoso.
Para que serve a serotonina na prática?
Este neurotransmissor é responsável por estabilizar o humor e promover a sensação de relaxamento e satisfação no dia a dia. Além do bem-estar emocional, a serotonina atua na regulação do ciclo circadiano, auxiliando o corpo a entender quando é hora de acordar ou dormir através de sua conversão em melatonina.
No sistema cardiovascular, ela auxilia na coagulação, enquanto no sistema digestivo controla a motilidade intestinal e a náusea. O estudo publicado na PMC (2014), “Indigenous bacteria from the gut microbiota regulate host serotonin biosynthesis”, reforça que a microbiota saudável é determinante para que essas funções periféricas ocorram corretamente.

Quais são os sinais da serotonina baixa?
Quando os níveis de serotonina caem, o organismo emite alertas claros que afetam tanto o comportamento quanto a saúde física. A deficiência desse neurotransmissor está frequentemente associada a quadros clínicos de ansiedade, irritabilidade persistente e distúrbios alimentares.
De acordo com o protocolo de manejo de depressão do Ministério da Saúde, os principais sintomas incluem:
| Categoria | Sinais e Alertas (Corpo/Mente) | Impacto do Defasagem |
|---|---|---|
| Emocional | Humor depressivo e sensação de autodesvalorização constante. | Sentimentos de inutilidade e tristeza profunda. |
| Comportamental | Ansiedade e irritabilidade persistente. | Baixa tolerância ao estresse e nervosismo. |
| Alimentar | “Fissura” ou apetite aumentado por carboidratos e doces. | Busca por picos rápidos de prazer via glicose. |
| Sono | Insônia intermediária ou sonolência excessiva. | Desregulação do ciclo circadiano e fadiga diurna. |
| Físico | Retardo motor, falta de energia e fadiga persistente. | Sensação de exaustão mesmo sem esforço físico. |
Como aumentar a serotonina naturalmente?
Aumentar a disponibilidade de serotonina envolve ajustes nos hábitos de vida e na ingestão de nutrientes que facilitam sua síntese. A prática regular de exercícios físicos é uma das formas mais eficazes, pois eleva a proporção de triptofano livre no plasma, conforme revisado no estudo da SciELO (2004), “Implicações do sistema serotoninérgico no exercício físico”.
Para otimizar essa produção, as evidências científicas sugerem:
- Consumo de alimentos ricos em triptofano, como bananas, nozes e ovos;
- Exposição à luz solar para regular a síntese de vitamina D e o ritmo circadiano;
- Manutenção da saúde intestinal para favorecer a síntese pelas células enterocromafins;
- Gestão do estresse para evitar a degradação acelerada do triptofano via quinurenina.

Quando a reposição medicamentosa é necessária?
O uso de Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS), como a fluoxetina, é indicado quando as vias naturais de síntese estão comprometidas por fatores genéticos ou patológicos. Estes fármacos impedem que a serotonina seja retirada rapidamente da fenda sináptica, prolongando sua ação no cérebro.
Conforme o estudo de revisão sobre ISRS publicado pela Faculdade de Medicina da UFMG, esses medicamentos são a primeira escolha para transtornos de pânico e depressão maior. A intervenção farmacológica visa restaurar a transmissão serotoninérgica, permitindo que o paciente recupere a funcionalidade e a qualidade de vida.
Lembre-se: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui o diagnóstico profissional. Busque sempre orientação médica especializada antes de iniciar qualquer suplementação ou tratamento.









