O magnésio treonato ficou conhecido por promessas ligadas ao cérebro, sono e memória, mas um recolhimento recente da Anvisa acendeu um alerta importante: suplemento da moda também precisa cumprir regras sanitárias. O problema não é apenas “parecer natural”, e sim saber se o ingrediente, a dose e a categoria do produto estão regularizados.
O que a Anvisa determinou
A medida envolveu um produto específico comercializado como suplemento alimentar com magnésio L-treonato. Segundo a agência, o ingrediente não tinha autorização para uso nessa categoria, o que motivou ações de fiscalização.
De acordo com a Anvisa, foi determinado o recolhimento do Magnésio L-Treonato 1000 mg, da empresa Natural Sempre Distribuidora e Comércio Ltda., além da suspensão da fabricação, distribuição, divulgação e uso do produto.
Por que isso importa para o consumidor
O caso mostra que a popularidade de um suplemento não garante que ele esteja regularizado. Em produtos vendidos pela internet, o risco aumenta quando há promessas exageradas, rótulos confusos ou falta de informação clara sobre composição.
- Desconfie de promessas como “melhora garantida da memória”;
- Confira se a empresa informa CNPJ, lote e validade;
- Evite comprar produtos sem rótulo completo em português;
- Não use suplementos recolhidos ou com venda suspensa;
- Converse com um profissional antes de combinar vários suplementos.

O estudo científico sobre magnésio treonato
O interesse pelo magnésio treonato vem de pesquisas que investigam possíveis efeitos em sono e cognição, mas isso não substitui autorização sanitária. O ensaio clínico randomizado Magnesium-L-threonate improves sleep quality and daytime functioning in adults with self-reported sleep problems, publicado na revista Sleep Medicine: X, avaliou adultos com queixas de sono usando magnésio L-treonato por 21 dias.
O estudo relatou melhora em medidas de sono e funcionamento diurno, mas teve duração curta e população específica. Por isso, seus resultados não significam que qualquer produto com magnésio treonato seja adequado, seguro ou liberado como suplemento no Brasil.
Quem deve ter mais cuidado
Suplementos de magnésio podem causar efeitos indesejados, especialmente em doses altas ou quando usados sem necessidade. Pessoas com problema renal merecem atenção especial, porque os rins participam da eliminação do excesso de magnésio.
- Pessoas com doença renal ou alteração de creatinina;
- Quem usa antibióticos, levotiroxina ou remédios para osteoporose;
- Gestantes, lactantes, idosos e pessoas com doenças crônicas;
- Quem já usa outros produtos com magnésio na fórmula;
- Pessoas com diarreia, fraqueza, sonolência ou queda de pressão após suplementar.

Como escolher com mais segurança
Antes de usar qualquer suplemento, vale verificar se há real necessidade, qual forma de magnésio faz sentido e se existe risco de interação com medicamentos. Nem sempre o produto mais comentado é o mais indicado para o seu caso.
Também é importante diferenciar suplementação de alimentação. Em muitas pessoas, a melhora da ingestão pode começar com alimentos fontes de magnésio, como sementes, castanhas, leguminosas e vegetais verde-escuros. Veja mais sobre o magnésio e quando a suplementação pode ser indicada.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









