A melatonina é vista por muitas pessoas como um suplemento leve para dormir melhor, mas ela não é apenas “natural” e livre de riscos. A principal dúvida envolve o uso prolongado da melatonina, especialmente em quem toma remédios contínuos ou usa doses altas sem orientação.
O que a melatonina faz no sono
A melatonina é um hormônio produzido pelo corpo em resposta ao escuro e ajuda a regular o ciclo sono e vigília. Em suplemento, pode ser útil em situações específicas, como jet lag ou alteração do horário de dormir.
Segundo o NIH NCCIH, o uso de curto prazo parece seguro para a maioria das pessoas, mas ainda faltam informações suficientes sobre a segurança da suplementação por longos períodos.
Quando o uso prolongado preocupa
O cuidado aumenta quando a melatonina passa a ser usada todas as noites por meses, sem investigar a causa da insônia. Dificuldade para dormir pode estar ligada a ansiedade, dor, apneia do sono, uso de cafeína, álcool, remédios ou rotina irregular.
- Uso diário por muitos meses, sem acompanhamento;
- Aumento progressivo da dose para tentar “fazer efeito”;
- Sonolência, tontura ou dor de cabeça no dia seguinte;
- Uso em idosos, gestantes, lactantes ou crianças;
- Insônia persistente, roncos intensos ou pausas na respiração durante o sono.

O que um estudo científico mostrou
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Safety of higher doses of melatonin in adults, publicada no Journal of Pineal Research, a melatonina teve bom perfil de segurança nos estudos avaliados, mas aumentou eventos leves como sonolência, dor de cabeça e tontura.
O próprio estudo destaca que os dados disponíveis ainda são limitados, principalmente para uso prolongado e doses mais altas. Por isso, a ausência de sinais graves em pesquisas curtas não significa que o suplemento deva ser usado continuamente sem avaliação.
Remédios que podem interagir
A melatonina pode interagir com medicamentos e mudar o risco de efeitos indesejados. O ideal é informar ao médico ou farmacêutico todos os remédios, suplementos e fitoterápicos usados.
- Anticoagulantes e antiagregantes, pelo possível aumento do risco de sangramentos;
- Remédios para epilepsia, pois podem exigir maior supervisão;
- Medicamentos para pressão ou diabetes;
- Sedativos, ansiolíticos e álcool, pelo risco de sonolência excessiva;
- Imunossupressores ou tratamentos hormonais, conforme avaliação individual.

Como usar com mais segurança
A melatonina tende a fazer mais sentido quando há problema de horário do sono, e não como solução automática para qualquer insônia. Começar por hábitos como luz baixa à noite, horários regulares, menos telas e menos cafeína pode reduzir a necessidade de suplemento.
Também vale desconfiar de produtos com doses muito altas ou promessas rápidas. Veja mais sobre melatonina, seus possíveis efeitos e quando conversar com um profissional antes de usar.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









