A ashwagandha é usada por muitas pessoas para estresse, ansiedade e sono, mas entrou em alertas de segurança por um efeito raro e pouco esperado: possível lesão no fígado. O risco não parece ser comum, porém merece atenção porque suplementos naturais também podem causar reações importantes em algumas pessoas.
Por que o alerta envolve o fígado
A ashwagandha é uma planta tradicionalmente usada na medicina ayurvédica e vendida em cápsulas, pós, extratos e fórmulas combinadas. O problema é que a concentração dos ativos varia muito entre produtos, e alguns suplementos misturam várias substâncias no mesmo rótulo.
De acordo com o NIH LiverTox, casos de lesão hepática associados à ashwagandha costumam ser leves a moderados e melhorar após a suspensão, mas já foram descritos quadros graves, especialmente em pessoas com doença hepática prévia.
Sinais que não devem ser ignorados
A alteração no fígado pode começar de forma discreta, com sintomas que parecem cansaço comum ou má digestão. O alerta aumenta quando os sinais aparecem dias ou semanas após iniciar o suplemento.
- Pele ou olhos amarelados, sinal chamado icterícia.
- Urina escura e fezes muito claras.
- Coceira intensa no corpo sem causa aparente.
- Náuseas, perda de apetite ou dor do lado direito da barriga.
- Cansaço extremo, mal-estar persistente ou vômitos.

O que um estudo científico mostrou sobre o fígado
O alerta ganhou força com relatos médicos que investigaram pessoas sem outra explicação clara para alteração hepática após o uso da planta. Esses estudos não significam que a reação ocorrerá em todos, mas mostram que ela pode acontecer.
Segundo a série de casos Ashwagandha-induced liver injury: A case series from Iceland and the US Drug-Induced Liver Injury Network, publicada no Liver International, os pacientes apresentaram lesão hepática geralmente colestática ou mista, com icterícia e coceira, e melhora dos exames em 1 a 5 meses após parar o suplemento.
Quem deve ter mais cautela
Algumas pessoas têm maior risco de complicações ou de interação com medicamentos. Nesses casos, a ashwagandha não deve ser usada por conta própria, mesmo quando o objetivo é apenas aliviar estresse.
- Pessoas com doença no fígado ou exames hepáticos alterados.
- Quem usa muitos medicamentos ou outros suplementos.
- Gestantes, lactantes e pessoas tentando engravidar.
- Pessoas com doenças autoimunes ou problemas de tireoide.
- Quem já teve reação a fitoterápicos ou suplementos herbais.

Como reduzir riscos no uso
O mais seguro é conversar com médico ou nutricionista antes de iniciar, evitar fórmulas com muitos ingredientes e não ultrapassar a dose orientada no rótulo ou pelo profissional. Também é importante suspender o uso e procurar atendimento se surgirem sinais como icterícia, urina escura ou coceira intensa.
Para entender melhor possíveis benefícios, formas de uso e contraindicações, veja o conteúdo sobre ashwagandha. O uso para estresse pode parecer simples, mas deve considerar histórico de saúde, medicamentos e duração do consumo.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









