Doomscrolling é o hábito de rolar compulsivamente o feed das redes sociais e portais de notícias em busca de conteúdos negativos, como tragédias, conflitos e más notícias. Esse comportamento atinge especialmente os jovens e está associado a aumento da ansiedade, do estresse, da insônia e de sintomas depressivos. Reconhecer o padrão e adotar limites no uso das telas é essencial para preservar o equilíbrio emocional na era digital.
O que significa doomscrolling?
O termo une as palavras em inglês doom, que indica catástrofe, e scrolling, o ato de deslizar pela tela. Caracteriza o hábito de consumir, de forma contínua e involuntária, conteúdos negativos online, mesmo quando isso provoca desconforto.
Esse comportamento se intensificou com a pandemia, conflitos internacionais e a sobrecarga de notícias em tempo real. As plataformas, com algoritmos pensados para prender a atenção, reforçam o ciclo de exposição a conteúdos alarmantes, dificultando o controle do tempo de uso.
Por que os jovens são os mais afetados?
Adolescentes e jovens adultos passam mais horas conectados e estão em uma fase de maior vulnerabilidade emocional, com o cérebro ainda em desenvolvimento. A busca por informações e a sensação de pertencimento às comunidades digitais favorecem o uso excessivo.
Além disso, a comparação social constante, o medo de ficar de fora e o impacto direto dos conteúdos negativos aumentam o risco de quadros como ansiedade e sintomas depressivos nessa faixa etária.

Quais são os principais impactos na saúde mental?
O doomscrolling afeta diferentes dimensões do bem-estar e costuma se manifestar com sinais físicos e psicológicos perceptíveis no dia a dia.

Esses sintomas podem se intensificar quando o jovem já apresenta predisposição a transtornos emocionais ou enfrenta períodos de estresse, como detalhado no conteúdo sobre transtorno de ansiedade generalizada.
O que mostra um estudo sobre o tema?
A literatura científica recente reforça o impacto do doomscrolling no bem-estar emocional. Segundo o estudo Doomscrolling Scale: Its Association With Personality Traits, Psychological Distress, Social Media Use, and Wellbeing, publicado na revista Current Psychology e indexada no PubMed, o hábito está fortemente associado a maior sofrimento psicológico, menor satisfação com a vida e dependência de redes sociais.
Os autores destacam que o comportamento se relaciona com traços de personalidade como neuroticismo e com o medo de ficar de fora, conhecido como FOMO, o que ajuda a explicar por que jovens são os mais vulneráveis a esse padrão.
Como reduzir o doomscrolling no dia a dia?
Pequenas mudanças na rotina ajudam a interromper o ciclo de exposição contínua a notícias negativas e reduzem o impacto na saúde mental. O ideal é combinar limites de uso com práticas que favoreçam o relaxamento e o convívio social.
Algumas estratégias práticas e eficazes incluem:
- Definir horários específicos para acessar notícias e redes sociais.
- Evitar o uso do celular na primeira hora do dia e antes de dormir.
- Desativar notificações desnecessárias e seguir contas confiáveis.
- Substituir o tempo de tela por leitura, exercícios ou contato social presencial.
- Buscar apoio profissional ao perceber sintomas persistentes de ansiedade ou tristeza.
Técnicas de respiração, meditação e atividade física também ajudam a regular as emoções, conforme orientações sobre como controlar a ansiedade. Quando os sintomas se mantêm ou interferem nas atividades diárias, é fundamental buscar orientação médica ou psicológica profissional para avaliação e tratamento individualizados.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado.









