A albuminúria é a presença aumentada de albumina na urina e pode ser um dos primeiros sinais de dano nos rins em pessoas com diabetes. O ponto importante é que esse achado pode aparecer antes de a creatinina subir no sangue, quando ainda existe uma chance maior de proteger a função renal.
Por que a creatinina pode demorar
A creatinina é útil para estimar a filtração dos rins, mas pode permanecer dentro da faixa esperada nas fases iniciais da doença renal. Por isso, olhar apenas para ela pode passar uma falsa sensação de segurança.
Já a albuminúria mostra que os filtros renais podem estar deixando escapar uma proteína que deveria ficar no sangue. Segundo a National Kidney Foundation, ter albumina na urina pode ser sinal de doença renal mesmo quando a taxa de filtração estimada está acima de 60 ou normal.
O estudo científico sobre albuminúria
Segundo o estudo Albuminuria and Kidney Function Independently Predict Cardiovascular and Renal Outcomes in Diabetes, publicado no Journal of the American Society of Nephrology, pesquisadores avaliaram pessoas com diabetes tipo 2 do estudo ADVANCE para entender o valor da albuminúria e da função renal.
A análise mostrou que albuminúria elevada e menor taxa de filtração foram fatores independentes para eventos cardiovasculares e renais. Isso reforça que medir a albumina na urina acrescenta informação importante ao acompanhamento do diabetes, além da creatinina.

Como o exame é feito
O teste mais usado é a relação albumina-creatinina urinária, também chamada de uACR ou ACR. Ele costuma ser feito com uma amostra simples de urina, sem necessidade de coletar urina por 24 horas na maioria dos casos.
- Abaixo de 30 mg/g costuma ser considerado dentro do esperado.
- 30 mg/g ou mais pode indicar maior risco e deve ser confirmado.
- Exercício intenso, febre, infecção urinária, menstruação e desidratação podem alterar o resultado.
- Quando vem alterado, o médico geralmente pede repetição para confirmar persistência.
Quem deve fazer com regularidade
Pessoas com diabetes precisam acompanhar os rins mesmo sem dor, inchaço ou mudança na urina. A doença renal diabética pode ser silenciosa por anos, e a albuminúria ajuda a flagrar risco antes de sintomas.
- Pessoas com diabetes tipo 1, conforme tempo de diagnóstico e orientação médica.
- Pessoas com diabetes tipo 2, geralmente desde o diagnóstico.
- Quem tem pressão alta, colesterol alto ou histórico familiar de doença renal.
- Quem já teve albuminúria, queda da filtração renal ou uso frequente de anti-inflamatórios.

O que fazer se vier alterado
Um resultado alterado não significa automaticamente falência dos rins, mas pede avaliação. O médico pode repetir o exame, checar pressão, glicose, hemoglobina glicada, filtração renal e ajustar o plano de tratamento.
Controlar glicose, pressão arterial, peso, sal da alimentação e tabagismo ajuda a proteger os rins. Para entender melhor o exame e suas causas, veja mais sobre albuminúria. Quanto mais cedo o dano renal é identificado, maiores são as chances de retardar sua progressão.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









