Unhas fracas, que quebram com facilidade, descamam e demoram a crescer, podem refletir alterações na ingestão ou na absorção de nutrientes. A lâmina ungueal depende de proteína, ferro, zinco, vitaminas do complexo B e outros micronutrientes para manter resistência, espessura e crescimento regular. Quando há carência, o corpo tende a priorizar funções vitais, e isso pode aparecer nas unhas.
Quais carências nutricionais podem deixar as unhas mais frágeis?
Entre as deficiências mais ligadas à fragilidade ungueal estão ferro, zinco, proteína, vitamina B12, folato e biotina. O ferro participa do transporte de oxigênio para os tecidos. O zinco atua na síntese de queratina e na renovação celular. Já a biotina participa de processos metabólicos que influenciam a estrutura das unhas.
Além disso, dietas muito restritivas, baixa ingestão calórica e consumo insuficiente de alimentos fontes de proteína podem reduzir a formação adequada da lâmina ungueal. Nesses casos, a unha pode ficar mais fina, opaca, com sulcos ou com bordas que se partem com facilidade.
O que a pesquisa científica mostra sobre biotina e qualidade das unhas?
Uma investigação científica recente avaliou a suplementação com biotina, isolada ou combinada com sílica, durante 90 dias em adultos com queixas relacionadas a cabelo, pele e unhas. Os resultados apontaram melhora em parâmetros ungueais, como redução de rugosidade, sugerindo benefício de curto prazo em parte dos participantes, especialmente quando havia alteração perceptível na superfície da unha.
O estudo pode ser consultado no PubMed, com detalhes sobre a melhora de parâmetros de qualidade das unhas após 90 dias. Ainda assim, isso não significa que toda pessoa com unhas fracas precise suplementar. Outra revisão publicada em 2021 reforçou que a indicação de biotina ou zinco faz mais sentido quando existe deficiência documentada, e não como uso indiscriminado para qualquer queixa estética.

Como identificar quais nutrientes podem estar em falta?
Observar o padrão das alterações ajuda, mas não fecha diagnóstico. Unhas quebradiças com cansaço, palidez ou queda de cabelo podem levantar suspeita de ferro baixo. Já crescimento lento, descamação e dieta pouco variada podem sugerir ingestão insuficiente de zinco, proteína ou vitaminas do complexo B.
Alguns sinais merecem atenção na rotina alimentar e na avaliação clínica:
- consumo baixo de carnes, ovos, leite e leguminosas
- dietas restritivas por longos períodos
- queda de cabelo junto com unhas fracas
- palidez, cansaço e falta de disposição
- história de problemas intestinais ou má absorção
Quais alimentos ajudam no fortalecimento das unhas?
O foco deve estar em refeições com boa densidade nutricional. Para ferro, entram carnes, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros. Para zinco, destacam-se carne bovina, frango, frutos do mar, sementes e castanhas. A proteína diária também importa, porque a unha é formada principalmente por queratina.
Na prática, vale incluir com regularidade:
- ovos, leite e iogurte, fontes de biotina e proteína
- feijão com vitamina C na refeição, para melhorar a absorção de ferro
- oleaginosas e sementes, que fornecem zinco e minerais
- peixes, carnes e vísceras, ricos em ferro, B12 e aminoácidos
- verduras verde-escuras e leguminosas, com folato e outros micronutrientes
Quando a fragilidade persiste, pode ajudar conhecer melhor as causas mais comuns das unhas fracas, incluindo carências nutricionais e outras condições que interferem no crescimento ungueal.
Quando unhas fracas pedem exames e não apenas ajuste alimentar?
Se as unhas quebram há semanas, não melhoram com alimentação adequada ou vêm acompanhadas de queda de cabelo, cansaço, tontura ou perda de peso, a investigação laboratorial pode ser necessária. Nesses casos, o profissional pode avaliar hemograma, ferritina, vitamina B12, zinco e outros marcadores, conforme os sinais apresentados.
Unhas fracas persistentes não costumam indicar um único nutriente em falta. Muitas vezes existe combinação de baixa ingestão proteica, estoque reduzido de ferro e pouca variedade alimentar. Corrigir esse cenário exige regularidade nas refeições, fontes adequadas de micronutrientes e acompanhamento quando há suspeita de deficiência ou alteração na absorção intestinal.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.









