Para muitos, a água com gás é a alternativa perfeita para abandonar os refrigerantes e manter a hidratação com um toque de refrescância. No entanto, surge uma dúvida frequente que pode gerar ansiedade: será que as bolhas e o sódio presentes nessas bebidas podem prejudicar o funcionamento dos rins a longo prazo ou causar as temidas pedras?
A água com gás causa pedras nos rins?
A ciência nos mostra que, ao contrário do que muitos acreditam, a água gaseificada não é uma vilã direta na formação de cálculos renais. Especialistas da National Kidney Foundation no “Hidratação saudável e seus rins” explicam que o fator determinante para a saúde renal é o volume total de líquidos ingeridos, e não a presença do gás carbônico.
Evidências do “Variações no teor mineral da água engarrafada com gás na Europa: uma comparação de 126 marcas em 10 países”, confirmam que a água com gás pode até aumentar a excreção de citrato. Essa substância é uma aliada natural que ajuda a impedir a cristalização de sais de cálcio nos rins.
Qual é o papel do sódio nessa bebida?
Embora o gás não seja o problema, a ciência nos alerta para as versões que contêm altos teores de sódio adicionado. Especialistas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) explicam que o excesso de sal pode elevar a pressão arterial e aumentar a carga de trabalho dos néfrons.
Muitas marcas comerciais variam drasticamente em sua composição mineral, o que exige atenção redobrada do consumidor ao ler os rótulos:
- Sódio Natural: Presente em águas minerais gaseificadas na fonte, geralmente em níveis seguros para consumo diário.
- Sódio Adicionado: Comum em águas “club soda”, que podem ultrapassar a recomendação para hipertensos.
- Equilíbrio Hídrico: A prioridade deve ser sempre a água natural, usando a com gás apenas como complemento.

O gás altera a acidez do seu sangue?
Existe um mito comum de que o ácido carbônico da bebida poderia acidificar o sangue e prejudicar o metabolismo renal. A ciência nos mostra que o corpo humano possui sistemas de tamponamento extremamente eficientes, onde os pulmões e rins neutralizam o excesso de CO2 rapidamente.
Evidências da fisiologia renal confirmam que o pH do estômago e do sangue não sofre alterações significativas pelo consumo de água com gás. O máximo que pode ocorrer é um leve desconforto gástrico ou distensão abdominal em pessoas mais sensíveis.
Como escolher a melhor opção para hidratar?
A escolha ideal depende do equilíbrio entre o prazer da bebida e a pureza de seus ingredientes, evitando aditivos químicos desnecessários. Especialistas do Ministério da Saúde explicam que a água com gás saborizada artificialmente pode conter edulcorantes e fosfatos que, esses sim, são prejudiciais à saúde renal.
Para manter seus rins saudáveis enquanto desfruta da refrescância das bolhas, considere as seguintes orientações práticas:
Prefira Naturais
Escolha águas mineralizadas na fonte, sem adição de açúcares, conservantes ou processos industriais pesados.
Aromatização Caseira
Use fatias de limão, hortelã ou gengibre para dar sabor sem comprometer a saúde renal com edulcorantes.
Moderação no Sódio
Verifique o rótulo: prefira marcas com teor de sódio inferior a 30mg por litro para o consumo diário.
< 30mg/LComo melhorar sua saúde renal a partir de agora?
Você pode começar trocando os refrigerantes açucarados pela água com gás pura, o que reduz drasticamente a ingestão de fósforo e frutose. A ciência nos mostra que essa substituição diminui o risco de doenças metabólicas que, indiretamente, acabam sobrecarregando o sistema de filtragem do seu corpo.
Pequenos ajustes na rotina de hidratação, fundamentados em evidências científicas, garantem que você cuide dos seus rins sem abrir mão do que gosta. Priorize sempre a água mineral como fonte principal e utilize a versão gaseificada como um recurso para tornar o hábito de beber água mais prazeroso e constante.
O acompanhamento com um médico é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









