A deficiência de magnésio pode passar despercebida porque o exame mais comum mede o magnésio no sangue, mas grande parte desse mineral está dentro das células, nos ossos e nos músculos. Por isso, uma pessoa pode ter sintomas compatíveis com baixa de magnésio mesmo quando o resultado sérico aparece dentro da faixa considerada normal.
Por que o magnésio é importante
O magnésio participa de centenas de reações do organismo, incluindo produção de energia, contração muscular, condução nervosa, controle da glicose e regulação da pressão arterial. Quando está baixo, pode afetar tanto o corpo quanto o bem-estar mental.
Entre os sinais que podem levantar suspeita estão:
- Cãibras, tremores e espasmos musculares;
- Cansaço persistente e sensação de fraqueza;
- Palpitações ou maior sensibilidade ao estresse;
- Alterações do sono, irritabilidade e dor de cabeça.

O que é magnésio sérico
O magnésio sérico é o exame mais solicitado e mede a quantidade do mineral presente na parte líquida do sangue. Ele é útil para identificar alterações importantes, especialmente em situações agudas, uso de medicamentos, doenças renais ou internação.
No entanto, esse exame pode não refletir todo o estoque corporal, porque apenas uma pequena fração do magnésio circula no sangue. O organismo tende a manter esse nível estável, mesmo quando há redução gradual do magnésio dentro das células.
O que é magnésio eritrocitário
O magnésio eritrocitário mede a concentração do mineral dentro das hemácias, as células vermelhas do sangue. Por avaliar um compartimento celular, ele pode oferecer uma visão diferente do metabolismo do magnésio.
Esse exame costuma ser considerado em casos específicos, quando há sintomas persistentes, fatores de risco ou dúvida clínica apesar de exames comuns normais. Para entender melhor as funções do mineral, veja também o conteúdo sobre magnésio.
O que mostra um estudo científico
Segundo a revisão Challenges in the Diagnosis of Magnesium Status, publicada na revista Nutrients, a avaliação do status de magnésio é complexa porque o magnésio sérico nem sempre representa adequadamente as reservas corporais totais.
A revisão explica que medidas em células, como hemácias, são frequentemente citadas como alternativas por refletirem melhor o ambiente intracelular. Ainda assim, não existe um único exame perfeito, e a interpretação deve considerar sintomas, dieta, medicamentos e histórico de saúde.

Quando investigar melhor
A investigação pode ser útil quando há sintomas sugestivos, uso crônico de remédios que favorecem perda de magnésio ou condições que prejudicam a absorção intestinal. A avaliação médica ajuda a decidir se o exame sérico basta ou se vale considerar testes complementares.
Situações que merecem atenção incluem:
- Uso prolongado de diuréticos ou remédios para refluxo;
- Diarreia crônica, má absorção ou cirurgia bariátrica;
- Diabetes, alcoolismo ou doença renal;
- Dieta pobre em vegetais, leguminosas, castanhas e grãos integrais.
Não é recomendado iniciar suplementação em altas doses sem orientação, pois excesso de magnésio pode causar diarreia, queda de pressão e riscos em pessoas com problemas renais. O conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









