O famoso apagão das 15h é uma queda de energia comum no início da tarde que afeta concentração, humor e produtividade. Esse fenômeno está ligado ao ritmo circadiano, à composição das refeições, à hidratação e à qualidade do sono da noite anterior. Pequenos ajustes na rotina, baseados em estudos de cronobiologia e orientações nutricionais, ajudam a manter a disposição estável até o fim do dia. Saiba o que provoca essa sensação e como evitá-la com soluções práticas e acessíveis.
Por que a energia cai no início da tarde?
O corpo humano segue um ritmo biológico de aproximadamente 24 horas, regulado pelo núcleo supraquiasmático no hipotálamo. Esse relógio interno comanda funções como temperatura corporal, liberação de hormônios e níveis de alerta ao longo do dia.
Entre 13h e 15h ocorre uma queda natural nesse ciclo, com leve redução da temperatura corporal e aumento de melatonina. Esse fenômeno é conhecido como queda pós-almoço e acontece mesmo em quem não almoçou, intensificando a sensação de cansaço.
Quais hábitos pioram o apagão das 15h?
Alguns comportamentos do dia a dia agravam a queda de energia da tarde, mesmo quando o ritmo circadiano já está em seu ponto mais baixo. Identificar esses gatilhos é o primeiro passo para evitá-los. Os principais fatores são:

A combinação desses fatores potencializa o cansaço. Manter uma hidratação adequada e evitar refeições muito pesadas ajuda a estabilizar a energia ao longo do dia.
O que dizem os estudos sobre alimentação e produtividade?
A relação entre o que comemos e a sonolência da tarde é tema de pesquisas que ajudam a entender como a glicemia influencia o desempenho no trabalho. Esses estudos oferecem evidências sobre a importância da composição das refeições no controle do cansaço diurno.
Segundo a revisão de escopo The Influence of Food Intake and Blood Glucose on Postprandial Sleepiness and Work Productivity publicada na revista Nutrients e indexada no PubMed, refeições ricas em carboidratos e frituras estão associadas a maiores níveis de glicose pós-prandial e maior sonolência no ambiente de trabalho. Os autores reforçam que ajustes alimentares, exercícios leves e controle da iluminação ambiente são estratégias eficazes para reduzir esse efeito.
Quais alimentos ajudam a manter a energia estável?
Refeições equilibradas e com bom valor nutricional são as principais aliadas para manter o foco na parte da tarde. Combinar fibras, proteínas e gorduras boas libera energia de forma gradual e evita picos de glicose. As melhores opções incluem:
- Vegetais folhosos e legumes coloridos, como espinafre, brócolis e cenoura
- Proteínas magras, como peito de frango, peixe, ovos e leguminosas
- Cereais integrais, como arroz integral, quinoa e aveia
- Gorduras boas, presentes no abacate, azeite de oliva e oleaginosas
- Frutas com baixo índice glicêmico, como maçã, pera e frutas vermelhas
- Castanhas e sementes em pequenas porções como lanche da tarde
Para quem busca opções práticas, vale conhecer alimentos energéticos que podem ser incluídos nas refeições principais e nos lanches intermediários, contribuindo para um aporte nutricional consistente.

Como evitar a queda de energia na rotina?
Pequenas mudanças nos hábitos diários fazem grande diferença na disposição da tarde. As estratégias mais recomendadas pela ciência são simples e podem ser incorporadas à rotina sem grandes esforços:
- Dormir entre 7 e 9 horas por noite, mantendo horários regulares
- Beber água ao longo do dia, em pequenas quantidades distribuídas
- Fazer um almoço equilibrado, evitando frituras e excesso de carboidratos refinados
- Caminhar por 10 a 15 minutos após o almoço para ativar a circulação
- Expor-se à luz natural após a refeição, o que estimula o estado de alerta
- Realizar pausas curtas a cada 90 minutos durante o trabalho
Ajustes na rotina de sono também são essenciais. Quem sente a queda de energia de forma intensa e diária pode se beneficiar de orientações para melhorar a qualidade do sono e, assim, reduzir a sonolência diurna.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um médico, nutricionista ou outro profissional de saúde qualificado. Se a fadiga for intensa, frequente ou acompanhada de outros sintomas, procure orientação especializada.









