O zinco é um dos minerais mais importantes para o sistema imunológico, mas ele não trabalha sozinho. Para ajudar o corpo a combater gripes, resfriados e outros vírus, precisa estar em equilíbrio com o cobre, outro mineral essencial para as células de defesa e para o controle da inflamação.
Quando falta zinco, a imunidade pode ficar menos eficiente. Mas quando há excesso, especialmente por suplementos usados sem orientação, o corpo pode absorver menos cobre, o que também prejudica sangue, nervos e defesas naturais.
Como o zinco fortalece a imunidade
O zinco participa da multiplicação das células de defesa, da cicatrização, da produção de proteínas e da resposta contra agentes infecciosos. Ele também ajuda a manter a integridade das barreiras do corpo, como pele e mucosas.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, o zinco é necessário para a atividade de centenas de enzimas e tem papel direto na função imunológica, sinalização celular e divisão das células.
Por que cobre também importa
O cobre participa da formação de células do sangue, da defesa antioxidante e do funcionamento adequado dos nervos. O problema é que doses altas de zinco por muito tempo podem reduzir a absorção de cobre no intestino.
- Zinco baixo: pode enfraquecer a resposta imune e atrasar a recuperação.
- Zinco em excesso: pode causar náuseas, desconforto abdominal e reduzir o cobre.
- Cobre baixo: pode favorecer anemia, fraqueza e alterações neurológicas.
- Equilíbrio ideal: ajuda o sistema de defesa a funcionar sem sobrecarga.

O que diz um estudo científico
Segundo a revisão sistemática Restoring Carboxylates on Highly Modified Alginates Improves Gelation, Tissue Retention and Systemic Capture, publicada no BMJ Open, o uso de zinco foi associado à redução da duração de infecções respiratórias virais em adultos, embora a certeza das evidências tenha variado entre os estudos analisados.
Esse resultado ajuda a explicar por que o zinco costuma ser estudado em gripes e resfriados. Ainda assim, ele não deve ser visto como “escudo” contra vírus, pois sono, vacinação, alimentação, higiene das mãos e controle de doenças crônicas continuam sendo fundamentais.
Onde encontrar os dois minerais
A melhor forma de manter zinco e cobre em equilíbrio costuma ser pela alimentação variada. Suplementos podem ser úteis em casos específicos, mas devem ser usados com cautela, principalmente em doses altas.
- Fontes de zinco: ostras, carnes, peixes, ovos, leite, sementes de abóbora, feijões e castanhas.
- Fontes de cobre: castanhas, sementes, cacau, fígado, frutos do mar, lentilha e grão-de-bico.
- Boa combinação: refeições com proteínas, leguminosas e oleaginosas ajudam a diversificar minerais.
- Cuidado com fitatos: grãos e sementes podem reduzir a absorção de zinco quando a dieta é muito restritiva.
Veja também quais são os principais alimentos ricos em zinco e como incluí-los no dia a dia.

Quando suplementar exige cuidado
Pessoas idosas, vegetarianas estritas, quem tem doenças intestinais, histórico de cirurgia bariátrica, alcoolismo ou infecções frequentes podem precisar investigar deficiência de zinco. Porém, tomar zinco por conta própria durante meses pode desequilibrar o cobre.
Procure orientação antes de usar suplementos, especialmente se houver anemia, formigamentos, uso contínuo de medicamentos ou doenças crônicas. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









