A Federação Internacional de Diabetes (IDF) reconheceu oficialmente em 2025 um quinto tipo de diabetes, associado à desnutrição crônica desde a infância. Estima-se que a condição afete até 25 milhões de pessoas no mundo, principalmente em países de baixa e média renda, e seu reconhecimento abre caminho para diagnósticos mais precisos e tratamentos adequados que podem salvar vidas.
O que é a diabetes tipo 5?
A diabetes tipo 5, antes conhecida como diabetes mellitus relacionada à desnutrição, é uma forma distinta da doença que surge em pessoas magras e jovens com histórico de subnutrição desde o período intrauterino e ao longo da infância. Ela se caracteriza por comprometimento significativo na produção de insulina pelo pâncreas, sem sinais de autoimunidade ou resistência típica.
Essa condição foi descrita pela primeira vez em 1955, na Jamaica, mas só agora recebeu classificação formal. Entre os principais tipos de diabetes, o tipo 5 se destaca por ter origem nutricional e não metabólica ou autoimune.
Quais são as causas da diabetes tipo 5?
A principal causa da diabetes tipo 5 é a desnutrição prolongada, especialmente quando ocorre no início da vida. A deficiência crônica de nutrientes afeta o desenvolvimento do pâncreas, reduzindo sua capacidade de produzir insulina de forma adequada na vida adulta.
Fatores de risco incluem insegurança alimentar persistente, desnutrição intrauterina, baixo peso ao nascer e privação nutricional durante a adolescência. A desnutrição atua como gatilho para alterações metabólicas que permanecem por toda a vida.
Como a diabetes tipo 5 se diferencia dos outros tipos?
Cada tipo de diabetes tem mecanismos distintos, o que influencia diretamente o tratamento e o prognóstico. Compreender essas diferenças é essencial para evitar diagnósticos equivocados que podem comprometer a saúde do paciente.

Como um estudo científico confirma a nova classificação?
A formalização da diabetes tipo 5 foi sustentada por uma declaração internacional de consenso que reuniu pesquisadores de diversos países. Segundo Classifying a distinct form of diabetes in lean individuals with a history of undernutrition publicado no The Lancet Global Health, o perfil metabólico da condição envolve prejuízo considerável na secreção pancreática de insulina, com sensibilidade hepática e periférica preservadas.
O estudo confirma que pacientes com diabetes tipo 5 não apresentam cetoacidose nem autoanticorpos contra as células pancreáticas, o que reforça a necessidade de critérios diagnósticos próprios e protocolos terapêuticos específicos.

Quais são os sinais de alerta que merecem atenção?
Embora o diagnóstico definitivo exija avaliação médica, alguns sintomas da diabetes podem indicar a necessidade de investigação, especialmente em jovens magros com histórico nutricional inadequado.
- Perda de peso sem causa aparente
- Sede excessiva e boca seca
- Aumento da frequência urinária
- Fadiga persistente e fraqueza
- Baixo índice de massa corporal associado a glicemia elevada
- Histórico de subnutrição na infância ou adolescência
O tratamento inadequado com insulina pode levar à hipoglicemia grave, um risco real em regiões com insegurança alimentar. Por isso, diante de qualquer suspeita, é fundamental procurar um médico endocrinologista para avaliação individualizada e definição do tratamento mais seguro.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação médica. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento adequados.









