Sentir o rostinho do bebê mais quente e notar o termômetro marcar 37,1°C é o suficiente para acelerar o coração de qualquer pai ou mãe. Nessa hora, a dúvida é imediata: devo correr para o hospital ou é apenas um alarme falso? A verdade é que o corpo dos pequenos funciona em um ritmo diferente do nosso e nem toda variação de temperatura significa uma doença ou infecção. Entender a linha tênue entre o que é normal, o que é apenas um “aquecimento” por excesso de roupa e o que realmente exige atenção médica é o segredo para manter a calma e cuidar do seu filho com segurança e assertividade.
Isso é considerado febre?
A ciência nos mostra que a temperatura de 37,1°C em bebês não é classificada como febre, mas sim como um estado febrícula ou apenas uma variação térmica normal. Segundo o Manuais e Guias da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a febre de verdade só é considerada a partir de 37,8°C quando medida na axila, sendo o intervalo entre 37,3°C e 37,7°C um sinal de alerta.
Bebês têm uma regulação térmica ainda em desenvolvimento e podem esquentar facilmente devido ao ambiente ou ao uso de muitas camadas de roupa. Portanto, um registro de 37,1°C isolado, sem outros sintomas associados, geralmente reflete apenas um aumento temporário do metabolismo ou do calor externo.
O que causa essa variação?
Evidências do Guia de Saúde da Criança do Ministério da Saúde confirmam que fatores externos influenciam a temperatura corporal muito mais do que imaginamos. A ciência nos mostra que o choro prolongado, a agitação intensa ou até o nascimento dos primeiros dentes podem elevar levemente a temperatura do bebê, sem que isso represente uma ameaça à saúde.
Antes de se preocupar, observe se o pequeno está passando por alguma das situações listadas abaixo:
Roupas muito pesadas impedem a troca de calor com o ambiente.
Quartos muito quentes elevam a temperatura periférica da pele.
Reações leves podem causar oscilações térmicas nas primeiras 24h.
Como medir da forma correta?
De acordo com as diretrizes da revisão “Manejo não farmacológico da febre e hipertermia da criança: revisão integrativa” , a precisão da medida depende totalmente da técnica utilizada e do tipo de termômetro escolhido. A ciência nos mostra que o termômetro digital comum, posicionado firmemente na axila seca do bebê, ainda é um dos métodos mais confiáveis para uso doméstico cotidiano.
Especialistas explicam que medições feitas na testa ou no ouvido podem sofrer interferências do suor ou da temperatura externa, gerando resultados imprecisos como os 37,1°C. Para uma leitura correta, garanta que a axila do bebê não esteja úmida e que o braço esteja mantido junto ao corpo até o sinal sonoro do aparelho.
Quais sinais exigem atenção?
A ciência nos mostra que o comportamento do bebê é um indicativo muito mais importante do que o número exato que aparece no visor do termômetro. Evidências do guia de Manejo da Febre Aguda da Fiocruz, confirmam que, se a criança estiver ativa, mamando bem e brincando, a temperatura de 37,1°C não deve ser motivo de intervenção com medicamentos.
No entanto, existem sinais de alerta que, independentemente do termômetro, exigem uma avaliação profissional:
- Recusa alimentar: o bebê não quer mamar ou aceitar líquidos.
- Prostração excessiva: a criança está muito largadinha, sonolenta ou sem reação.
- Choro inconsolável: irritabilidade forte que não passa com o colo.
- Alterações na pele: presença de manchas vermelhas ou palidez extrema.

Você sabe quando procurar ajuda?
A ciência nos mostra que para bebês menores de três meses, qualquer variação térmica acima de 37,5°C deve ser comunicada imediatamente ao pediatra, devido à imaturidade do sistema imunológico. Especialistas explicam que, nessa faixa etária, o corpo ainda não consegue combater infecções de forma eficiente, tornando a vigilância muito mais rigorosa.
Para bebês maiores, a orientação é observar a evolução do quadro: se a temperatura subir além de 37,8°C ou se surgirem sintomas como vômitos e dificuldade para respirar, a busca pelo pronto-atendimento é indispensável. Manter a calma e monitorar o estado geral do seu filho é a melhor maneira de garantir que ele receba o cuidado necessário no momento certo.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









