Sentir uma dor aguda ao comer ou até ao falar pode ser um sinal claro de que uma afta decidiu se instalar no céu da boca, uma região particularmente sensível. Embora pequenas, essas lesões costumam esconder causas que vão muito além de uma simples mordida acidental, servindo como um termômetro valioso sobre como o seu corpo está reagindo ao estresse ou à falta de nutrientes específicos.
O que causa afta no céu da boca?
A ciência nos mostra que a Estomatite Aftosa Recorrente não tem uma causa única, mas sim um conjunto de gatilhos. Segundo a revisão “Estomatite aftosa recorrente”, o sistema imunológico pode reagir de forma exagerada a pequenos traumas locais ou variações emocionais, atacando a própria mucosa oral.
Além do estresse, fatores genéticos e sensibilidades alimentares a itens ácidos ou muito temperados podem facilitar o surgimento. Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) explicam que a integridade da barreira bucal é a primeira linha de defesa, e qualquer desequilíbrio nela pode expor as terminações nervosas.
Quais deficiências nutricionais provocam lesões?
Muitas vezes, o que acontece na sua boca é um reflexo direto do que falta no seu prato. Evidências do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde confirmam que a carência de micronutrientes essenciais prejudica a regeneração dos tecidos moles, tornando a cicatrização muito mais lenta e dolorosa.
As principais carências ligadas ao aparecimento frequente de aftas incluem:
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Vitamina B12 e Folato
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Ferro
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Zinco
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| Fundamentais para a renovação celular e o bom funcionamento do sistema nervoso. | Essencial para o transporte de oxigênio; a anemia ferropriva é um dos gatilhos clínicos mais comuns. | Mineral vital para o fortalecimento imune e o processo de reparo tecidual. |
Como tratar a dor de forma rápida?
Para aliviar o desconforto imediato, o foco deve ser a proteção da ferida contra irritantes externos. De acordo com as diretrizes da revisão “Estomatite aftosa recorrente: revisão bibliográfica”, o uso de agentes tópicos que formam uma película protetora ajuda a isolar os nervos expostos da acidez da saliva e dos alimentos.
A aplicação de soluções antissépticas sem álcool ou pomadas com corticoides específicos para uso bucal reduz a inflamação de forma significativa. Além disso, manter a hidratação constante ajuda a manter o pH da boca equilibrado, o que acelera o processo natural de recuperação do organismo.

Quais são as 7 causas principais?
Entender a origem do problema é o primeiro passo para evitar que ele retorne com frequência. A literatura médica, incluindo o guia “Aftas” da Cleveland Clinic e bases do PubMed, aponta que a maioria dos casos de aftas no palato (céu da boca) está relacionada a uma combinação de fatores físicos e biológicos.
As causas mais recorrentes identificadas pelos especialistas são:
- Trauma mecânico: queimaduras por alimentos quentes ou uso de próteses desajustadas.
- Ansiedade: picos de cortisol que afetam a imunidade bucal.
- Hormônios: variações do ciclo menstrual em mulheres.
- Creme dental com LSS: o Lauril Sulfato de Sódio pode irritar mucosas sensíveis.
- Refluxo gastroesofágico: a acidez estomacal que sobe até a boca.
- Doenças autoimunes: condições como a Doença de Crohn ou Celíaca.
- Alergias alimentares: sensibilidade latente ao glúten, leite ou conservantes.
Quando procurar ajuda médica?
Se a sua afta não desaparece em até duas semanas ou se ela é acompanhada de febre, é hora de buscar uma avaliação profissional. O Guia de Atenção Básica do Ministério da Saúde orienta que lesões persistentes precisam de biópsias ou exames de sangue para descartar infecções sistêmicas ou condições mais graves.
Uma afta que “nunca cura” pode ser um sinal de alerta para o câncer de boca ou outras patologias que exigem intervenção imediata. Portanto, observe o comportamento da lesão: se ela mudar de cor, aumentar de tamanho ou impedir a sua alimentação, não hesite em agendar uma consulta.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









