Ronco intenso, sonolência excessiva durante o dia e a sensação de sufocamento ou engasgo à noite estão entre os sinais mais associados à apneia do sono, um distúrbio respiratório que interrompe repetidamente a passagem de ar durante o descanso. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), a condição é subdiagnosticada e, quando não tratada, aumenta significativamente o risco de hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral. Reconhecer os sintomas cedo é fundamental para preservar a qualidade do sono e proteger a saúde cardiovascular.
O que é a apneia do sono e por que ela é silenciosa?
A apneia do sono acontece quando as vias aéreas superiores se fecham parcial ou totalmente durante o sono, provocando pausas respiratórias que reduzem a oxigenação do sangue. Esses episódios podem ocorrer dezenas de vezes por hora, sem que a pessoa perceba.
Muitos casos são identificados primeiro por familiares, que notam roncos altos seguidos de silêncios súbitos e engasgos. Como o próprio paciente raramente lembra dos microdespertares, a condição passa despercebida por anos, mesmo com sinais claros de apneia do sono presentes na rotina.
Quais sintomas mais indicam apneia do sono?
Os sinais surgem tanto durante a noite quanto ao longo do dia, e a combinação de dois ou mais desses sintomas já justifica uma avaliação especializada.
- Ronco alto e frequente, muitas vezes com pausas respiratórias
- Sensação de sufocamento ou engasgo ao acordar
- Sonolência excessiva durante o dia, mesmo após dormir bem
- Dor de cabeça matinal e sensação de cansaço ao acordar
- Boca seca e garganta irritada ao amanhecer
- Dificuldade de concentração e falhas de memória
- Irritabilidade e alterações de humor recorrentes

Como um estudo científico mostra o impacto global da doença?
A dimensão da apneia do sono é uma preocupação crescente na saúde pública. De acordo com o estudo Estimation of the global prevalence and burden of obstructive sleep apnoea, publicado no periódico The Lancet Respiratory Medicine, cerca de 936 milhões de adultos entre 30 e 69 anos no mundo apresentam alguma forma de apneia obstrutiva do sono.
Os autores destacam que aproximadamente 425 milhões desses casos são moderados a graves e que a maior parte permanece sem diagnóstico, o que aumenta o risco de complicações cardiovasculares e reforça a necessidade de estratégias mais eficazes de detecção precoce.
Quais fatores aumentam o risco de desenvolver apneia?
Alguns hábitos e condições favorecem o surgimento e o agravamento da apneia do sono e devem ser considerados durante a avaliação clínica.
- Sobrepeso e obesidade, especialmente com gordura no pescoço
- Idade acima dos 40 anos, com aumento após a menopausa
- Sexo masculino, com risco maior em relação às mulheres
- Alterações anatômicas em nariz, garganta ou mandíbula
- Consumo de álcool e uso de sedativos antes de dormir
- Tabagismo, que inflama e estreita as vias aéreas
- Histórico familiar de apneia ou distúrbios do sono

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico da apneia do sono é confirmado por meio da polissonografia, exame que registra a respiração, a oxigenação e as fases do sono durante a noite. O tratamento varia conforme a gravidade e inclui perda de peso, mudanças posturais, uso do aparelho CPAP e, em casos específicos, cirurgia. Saber quais são os especialistas em apneia do sono ajuda o paciente a buscar orientação adequada logo nas primeiras suspeitas, e algumas soluções naturais para apneia podem complementar o tratamento indicado pelo médico.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Em caso de sintomas persistentes, procure orientação médica.








