Gengivas que sangram ao escovar os dentes, mau hálito que não passa mesmo com boa higiene e dentes sensíveis ao frio ou ao toque estão entre os sinais mais associados à periodontite, uma doença inflamatória crônica que compromete os tecidos de sustentação dos dentes. Muitas vezes confundidos com problemas passageiros, esses sintomas podem indicar o avanço silencioso de uma infecção capaz de causar perda dentária e influenciar até a saúde cardiovascular. Reconhecer os alertas cedo faz toda a diferença para preservar o sorriso e a saúde geral.
O que é a periodontite e como ela se desenvolve?
A periodontite é uma inflamação crônica que se instala quando a gengivite não é tratada e a placa bacteriana avança para os tecidos mais profundos ao redor do dente. Segundo a Sociedade Brasileira de Periodontologia (SOBRAPE) e a American Dental Association (ADA), o processo destrói progressivamente o ligamento periodontal e o osso alveolar.
Com o passar do tempo, formam-se bolsas periodontais que abrigam bactérias e aprofundam a inflamação. Sem tratamento adequado, a doença pode levar à mobilidade e à perda dentária, comprometendo a mastigação, a fala e a autoestima.
Quais sintomas mais indicam periodontite?
Embora nem todos apareçam ao mesmo tempo, alguns sinais aparecem com maior frequência e merecem atenção especial quando persistem por mais de duas semanas.
- Sangramento gengival ao escovar os dentes ou usar fio dental
- Mau hálito persistente, mesmo após a higiene bucal
- Dentes sensíveis ao frio, ao calor ou ao toque
- Gengivas inchadas, avermelhadas ou retraídas
- Dentes amolecidos ou que parecem afastados
- Pus entre os dentes e a gengiva
- Dor ao mastigar alimentos mais firmes

Como um estudo científico confirma a relação com problemas cardíacos?
A conexão entre saúde bucal e coração vem sendo investigada em pesquisas de grande porte. De acordo com o estudo Periodontal disease and cardiovascular disease umbrella review, publicado no BMC Oral Health, revisões sistemáticas de alta confiança sustentam a associação entre doença periodontal, perda dentária e doenças cardiovasculares.
Os autores explicam que a inflamação crônica na gengiva libera bactérias e mediadores inflamatórios na circulação, o que pode contribuir para o desenvolvimento da aterosclerose e aumentar o risco de eventos como infarto, reforçando a importância da prevenção bucal como parte do cuidado com a saúde geral.
Quais fatores aumentam o risco da doença periodontal?
Diversos hábitos e condições favorecem o surgimento da inflamação gengival e sua evolução para periodontite. Manter uma boa higiene é a base da prevenção, mas conhecer os fatores de risco também ajuda no controle da gengivite antes que ela avance.
- Higiene bucal insuficiente, com acúmulo de placa e tártaro
- Tabagismo, que prejudica a cicatrização gengival
- Diabetes descompensada e outras doenças crônicas
- Alterações hormonais, como na gravidez e na menopausa
- Estresse crônico e sono de má qualidade
- Predisposição genética à doença periodontal
- Uso prolongado de certos medicamentos

Como é feito o tratamento da periodontite?
O tratamento varia conforme o estágio da doença e deve ser conduzido por um dentista ou periodontista. Nas fases iniciais, procedimentos como raspagem, alisamento radicular e melhora da higiene bucal costumam ser suficientes, enquanto casos avançados podem exigir cirurgia. Conhecer os principais tratamentos para periodontite ajuda o paciente a entender o que esperar de cada etapa e a colaborar com o cuidado diário em casa.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Em caso de sintomas persistentes, procure orientação médica ou odontológica.









