O calcanhar rachado pode doer ao caminhar quando a pele muito seca e espessa perde flexibilidade e se abre sob a pressão do peso do corpo. Hidratação frequente e proteção adequada ajudam nas fissuras superficiais, mas rachaduras profundas, sangramento ou sinais de infecção precisam de avaliação.
Por que o calcanhar fica rachado
A pele do calcanhar suporta pressão repetida ao ficar em pé e caminhar. Quando está ressecada, torna-se menos elástica e pode formar fissuras que ardem, doem ou sangram, especialmente se houver pele espessa ao redor.
Segundo a American Academy of Dermatology, banhos prolongados, andar descalço e usar calçados abertos atrás podem piorar o ressecamento e as rachaduras.
O que ajuda a fechar as fissuras

O objetivo é devolver água e flexibilidade à pele enquanto se reduz a pressão que mantém a rachadura aberta. Alguns cuidados podem ser incorporados à rotina:
- aplique hidratante no calcanhar logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida;
- prefira cremes mais espessos e adequados para pele muito seca;
- evite banhos longos e água muito quente;
- use calçados bem ajustados que protejam a parte de trás do calcanhar;
- evite cortar ou arrancar a pele grossa ao redor das fissuras.
O que um estudo mostra sobre a hidratação
Segundo o ensaio clínico Treatment by a moisturizer of xerosis and cracks of the feet in men and women with diabetes, publicado na Diabetic Medicine em 2017, um hidratante com ureia, glicerina e petrolato melhorou o ressecamento e favoreceu a evolução de fissuras profundas nos pés de pessoas com diabetes.
Embora o estudo tenha sido realizado nesse grupo específico, ele reforça a importância de recuperar a barreira da pele. Fissuras profundas não devem ser tratadas apenas como um problema estético, principalmente quando existem condições que podem dificultar a cicatrização.
Quais sinais pedem mais atenção
Uma rachadura pode facilitar a entrada de microrganismos quando atravessa camadas mais profundas da pele. Por isso, é importante observar a região diariamente e procurar ajuda diante de sinais de complicação.
- sangramento ou fissura muito profunda;
- vermelhidão que aumenta ao redor da rachadura;
- calor, inchaço, secreção ou mau cheiro;
- dor que dificulta apoiar o pé;
- falta de melhora apesar da hidratação regular.

Quando procurar avaliação
O dermatologista ou médico deve avaliar um calcanhar rachado que permanece dolorido, sangra, piora progressivamente ou apresenta sinais de infecção. Também pode ser necessário investigar doenças de pele e outras condições que favorecem ressecamento persistente.
Pessoas com diabetes, alteração da circulação ou redução da sensibilidade nos pés devem ter atenção especial às fissuras, pois feridas podem passar despercebidas ou cicatrizar com maior dificuldade.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um médico.









