Ter dedos brancos ou azulados no frio pode ser sinal de uma reação exagerada dos pequenos vasos sanguíneos, que se estreitam demais e reduzem temporariamente a circulação. O quadro também pode vir com frio local, dormência, formigamento ou dor ao aquecer.
Por que os dedos mudam de cor
Quando o corpo entra em contato com frio, é normal que os vasos se contraiam para preservar calor. Em algumas pessoas, essa contração é mais intensa e pode diminuir bastante a chegada de sangue aos dedos.
Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases, no fenômeno de Raynaud os vasos das mãos e dos pés reagem ao frio ou ao estresse, estreitando rapidamente e causando mudança temporária de cor.
Sinais que lembram Raynaud

O padrão das crises costuma ajudar a diferenciar uma sensibilidade comum ao frio de uma alteração circulatória que merece atenção.
- Dedos brancos, pálidos, azulados ou arroxeados no frio;
- Dormência, formigamento ou sensação de agulhadas;
- Dedos frios e com menor sensibilidade;
- Dor, latejamento ou vermelhidão quando a região aquece;
- Crises provocadas por ar-condicionado, água gelada ou estresse;
- Melhora gradual após aquecer as mãos ou os pés.
Nem todas as pessoas passam por todas as fases de cor, mas a repetição do mesmo padrão é uma pista importante.
O que diz um estudo científico
O fenômeno de Raynaud pode ser primário, quando não há outra doença associada, ou secundário, quando aparece junto de doenças autoimunes, vasculares ou uso de alguns medicamentos.
Segundo a revisão científica Raynaud’s Phenomenon: A Current Update on Pathogenesis, Diagnostic Workup, and Treatment, publicada na Vascular Specialist International, o quadro é caracterizado por vasoconstrição episódica e excessiva nos dedos das mãos e dos pés, geralmente desencadeada por frio ou estresse.
Como reduzir as crises
Alguns cuidados ajudam a evitar mudanças bruscas de temperatura e reduzem a chance de novas crises, principalmente em dias frios ou ambientes com ar-condicionado forte.
- Aquecer mãos e pés com luvas, meias e calçados adequados;
- Evitar contato direto com água gelada ou objetos frios;
- Proteger o corpo todo, não apenas as mãos;
- Evitar mudanças bruscas de temperatura;
- Não fumar, pois a nicotina pode piorar a circulação;
- Observar se o estresse emocional desencadeia crises.
Para entender outros sintomas circulatórios, veja também o conteúdo do Tua Saúde sobre má circulação.

Quando procurar avaliação
Procure avaliação se as crises forem frequentes, muito dolorosas, piorarem com o tempo, afetarem apenas um lado, demorarem para melhorar ou vierem com feridas, rachaduras, pele escurecida ou perda persistente de sensibilidade.
A investigação também é importante se os sintomas começarem na vida adulta, surgirem junto com dor nas articulações, manchas na pele, cansaço sem explicação ou histórico de doença reumatológica.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









