Trocar a água por refrigerante frequentemente pode aumentar o risco de desenvolver pedra nos rins, principalmente quando a bebida contém açúcar. Isso acontece porque a água ajuda a manter a urina diluída, dificultando o acúmulo de minerais que podem formar cálculos renais. Já o consumo habitual de refrigerantes açucarados está associado a uma maior ocorrência dessas pedras. Por isso, priorizar a água ao longo do dia é uma das medidas mais importantes para proteger os rins. Entretanto, a formação dos cálculos também depende da alimentação, do histórico familiar e de outras condições de saúde.
Por que a água ajuda a evitar pedras nos rins?
Os rins filtram o sangue e eliminam pela urina substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico. Quando a pessoa bebe pouco líquido, a urina fica mais concentrada, facilitando a formação de pequenos cristais. Com o tempo, esses cristais podem se agrupar e originar uma pedra.
De acordo com as Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK), beber líquidos suficientes ajuda a diluir a urina e eliminar minerais que poderiam formar cálculos. A água é a bebida preferencial para essa finalidade, embora a necessidade diária varie conforme o organismo e as condições de saúde.

O refrigerante realmente aumenta o risco de cálculo renal?
O consumo frequente de refrigerantes açucarados pode estar associado ao desenvolvimento de pedras nos rins. Uma das possíveis explicações envolve a frutose, um tipo de açúcar presente em muitas bebidas adoçadas, que pode influenciar a produção de ácido úrico e a eliminação de minerais pela urina.
Um estudo observacional publicado em 2026 na revista Frontiers in Nutrition, com dados de mais de 191 mil participantes do UK Biobank, identificou uma associação entre maior consumo de bebidas açucaradas e aumento do risco de cálculos renais. Entretanto, esse tipo de pesquisa não permite afirmar que o refrigerante, isoladamente, seja a causa das pedras.
Também é importante diferenciar os tipos de bebida. Refrigerantes sem açúcar não apresentam a mesma quantidade de açúcares adicionados, mas isso não significa que sejam superiores à água para prevenir cálculos. O risco depende do padrão geral de consumo e de outros fatores individuais.
O que acontece quando o refrigerante substitui a água?
Quando o refrigerante passa a ocupar o lugar da água nas refeições e durante o dia, a pessoa pode deixar de consumir a bebida mais indicada para manter uma hidratação adequada. Embora o refrigerante também forneça líquido, seu consumo frequente, especialmente nas versões açucaradas, pode trazer desvantagens para a saúde.
Alguns cuidados simples ajudam a reduzir esse hábito:
- Deixar água disponível: manter uma garrafa por perto facilita beber ao longo do dia.
- Priorizar água nas refeições: evitar que o refrigerante seja a bebida habitual no almoço e no jantar.
- Reduzir refrigerantes açucarados: diminuir a frequência de consumo, sem considerar uma troca ocasional como garantia de prevenção.
- Observar a hidratação: urina muito escura pode indicar necessidade de líquidos, embora a cor isolada não seja suficiente para avaliar a saúde dos rins.
Quem já teve pedra nos rins pode precisar de orientações específicas para prevenir novos episódios, incluindo ajustes na alimentação e acompanhamento com urologista ou nefrologista.
É necessário beber muita água para proteger os rins?
Não existe uma quantidade única de água adequada para todas as pessoas. A necessidade varia conforme o peso, a atividade física, a temperatura ambiente e as condições de saúde. Quem transpira bastante, por exemplo, pode precisar de mais líquidos para compensar as perdas.
Entretanto, pessoas com determinadas doenças renais, insuficiência cardíaca ou outras condições que exigem restrição hídrica não devem aumentar a ingestão de água sem orientação médica. Beber grandes quantidades de uma só vez também não garante maior proteção contra pedras.

Quais sinais podem indicar pedra nos rins?
As pedras pequenas podem permanecer nos rins sem provocar sintomas. Entretanto, quando um cálculo se movimenta ou dificulta a passagem da urina, podem surgir manifestações que precisam de avaliação médica.
Os principais sinais de alerta incluem:
- Dor intensa na lateral das costas, que pode irradiar para a barriga ou virilha;
- Sangue na urina, mesmo sem dor;
- Náuseas ou vômitos acompanhados de dor lombar;
- Febre ou calafrios, especialmente quando associados à dor nas costas;
- Dificuldade ou incapacidade de urinar.
Febre acompanhada de dor intensa nas costas ou dificuldade para urinar exige atendimento de urgência, pois pode indicar uma infecção associada à obstrução urinária. Sangue na urina também deve ser investigado, mesmo quando aparece isoladamente. A hidratação adequada ajuda na prevenção, mas não substitui o tratamento quando já existe um cálculo ou alguma complicação.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.








