Na maioria dos casos, a meia de compressão deve ser retirada antes de dormir. Isso acontece porque ela é utilizada principalmente durante o dia, quando a pessoa permanece sentada, em pé ou caminhando, situações que favorecem o acúmulo de sangue e líquidos nas pernas. Entretanto, existem tratamentos que exigem o uso da meia durante a noite, por isso é importante seguir a orientação médica. O tempo de utilização depende do problema circulatório, do tipo de meia e do grau de compressão recomendado.
Por que a meia de compressão costuma ser retirada à noite?
Durante o dia, a gravidade dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração, especialmente quando a pessoa passa muitas horas em pé ou sentada. A meia de compressão exerce uma pressão graduada, geralmente maior nos tornozelos e menor na parte superior das pernas, ajudando a circulação sanguínea e reduzindo o acúmulo de líquidos.
Ao deitar, as pernas ficam em uma posição mais próxima da altura do coração, diminuindo o efeito da gravidade sobre a circulação. Por isso, em muitos tratamentos, a compressão durante o sono não é necessária. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) orienta que as meias de compressão geralmente sejam colocadas ao acordar e retiradas na hora de dormir, respeitando as recomendações específicas do tratamento.

Existem situações em que é preciso dormir com a meia?
Sim. Em determinadas situações, como alguns tratamentos após cirurgias, prevenção de trombose ou cuidados específicos com alterações da circulação e do sistema linfático, o médico pode recomendar a utilização de meias apropriadas durante a noite.
Essas orientações dependem do estado de saúde e do objetivo do tratamento. Quem recebeu indicação para utilizar a meia continuamente não deve interromper o uso por conta própria. Da mesma forma, não é recomendado dormir com uma meia indicada apenas para o período diurno sem antes conversar com o profissional responsável.
Como usar a meia de compressão corretamente?
Além do horário de utilização, o tamanho e a forma de colocar a meia influenciam seus benefícios. Uma meia inadequada pode causar pressão excessiva em determinadas regiões, provocar desconforto e prejudicar a circulação.
Alguns cuidados importantes incluem:
- Escolher o tamanho correto: a meia deve corresponder às medidas das pernas e ao grau de compressão indicado pelo profissional de saúde.
- Colocar pela manhã: quando indicado para uso diurno, o ideal é vestir a meia logo após acordar, antes que o inchaço aumente.
- Evitar dobras: o tecido deve ficar distribuído uniformemente, sem enrolar ou formar faixas apertadas.
- Verificar a posição: o calcanhar e as demais partes da meia devem ficar ajustados corretamente, sem apertar excessivamente os dedos.
- Observar a pele: ao retirar a meia, verificar se existem áreas irritadas, feridas ou marcas de pressão persistentes.
- Seguir a prescrição: respeitar o tempo de uso e não trocar por um modelo de compressão mais forte sem orientação.
Existem diferentes modelos e níveis de pressão, indicados conforme as necessidades de cada pessoa. Entenda melhor para que servem as meias de compressão e quando são indicadas.
O que acontece se a meia ficar muito apertada?
A meia de compressão deve exercer uma pressão firme, mas não provocar dor, formigamento intenso ou perda de sensibilidade. Quando está muito apertada, dobrada ou com tamanho inadequado, pode comprimir excessivamente determinadas regiões e causar irritação na pele.
Se surgirem dor, dormência, sensação de frio nos pés ou alteração da coloração da pele, é importante retirar a meia e procurar orientação médica. Pessoas com problemas na circulação arterial, feridas ou determinadas doenças vasculares precisam de avaliação específica antes de utilizar esse tipo de compressão.

Quando o inchaço nas pernas é sinal de alerta?
Embora as meias possam ajudar a controlar o inchaço associado a problemas circulatórios, nem toda alteração nas pernas deve ser tratada apenas com compressão. Algumas situações precisam de investigação para identificar a causa.
É importante procurar atendimento médico diante dos seguintes sinais:
- Inchaço repentino em apenas uma perna, principalmente quando acompanhado de dor, calor ou vermelhidão;
- Dor intensa ou persistente na panturrilha;
- Pé muito pálido, arroxeado ou frio, especialmente com dor ou dormência;
- Feridas, irritação importante ou alterações persistentes na pele provocadas pelo uso da meia;
- Inchaço que piora progressivamente, mesmo seguindo o tratamento recomendado.
O inchaço súbito de uma perna pode estar relacionado à trombose venosa profunda e exige avaliação urgente. Se também houver falta de ar repentina, dor no peito ou desmaio, é necessário procurar atendimento de emergência imediatamente.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









