A bombinha pode conter a dose correta e ainda assim funcionar abaixo do esperado quando a técnica de inalação está errada. Não soltar o ar antes da dose, puxar o ar rápido demais no caso das bombinhas de spray ou não prender a respiração depois são erros que reduzem a quantidade de medicamento que alcança as vias respiratórias. O jeito de usar também depende do tipo de inalador, por isso vale conferir a técnica periodicamente com um profissional de saúde.
Qual é o erro mais comum ao usar a bombinha?
Na bombinha pressurizada em spray, um dos principais desafios é coordenar o disparo com uma inspiração lenta e profunda. Se a pessoa aperta o dispositivo antes de começar a inspirar, puxa o ar rápido demais ou interrompe a inspiração logo depois, uma quantidade maior do medicamento pode ficar depositada na boca e na garganta.
Como usar corretamente a bombinha de spray?
As instruções podem variar um pouco conforme o dispositivo e o medicamento, portanto a bula e a orientação recebida devem ser seguidas. Para um inalador dosimetrado pressurizado convencional, a sequência geralmente inclui:
- Retirar a tampa e agitar a bombinha, quando indicado para aquele dispositivo.
- Soltar o ar dos pulmões antes da dose, sem soprar dentro do aparelho.
- Posicionar corretamente o bocal e iniciar uma inspiração lenta e profunda pela boca.
- Apertar a bombinha enquanto continua inspirando lentamente, coordenando o disparo com a entrada de ar.
- Segurar a respiração por até cerca de 10 segundos, ou pelo tempo que for confortável, antes de soltar o ar.
Segurar a respiração por alguns segundos dá tempo para que as partículas inaladas se depositem nas vias respiratórias. O Tua Saúde também descreve a técnica de uso da bombinha e as diferenças quando ela é utilizada com espaçador.

Inspirar rápido é sempre errado?
Não. Esse é um detalhe importante porque nem toda “bombinha” funciona da mesma maneira. Nos inaladores pressurizados em spray, a inspiração normalmente deve ser lenta e profunda. Já muitos inaladores de pó seco exigem uma inspiração rápida e profunda para que o medicamento seja retirado do dispositivo e levado às vias respiratórias.
Por isso, copiar a técnica de outra pessoa pode dar errado mesmo que ambos tratem asma. O tipo de aparelho precisa ser identificado e, sempre que houver troca de inalador, é recomendável pedir uma demonstração e repetir a técnica diante de médico, enfermeiro ou farmacêutico para verificar se ela está correta.
Para que serve o espaçador?
O espaçador é uma câmara acoplada à bombinha de spray. Ele mantém o medicamento suspenso por alguns instantes após o disparo, tornando mais fácil inspirá-lo sem precisar coordenar com tanta precisão o momento de apertar a bombinha. Segundo o Ministério da Saúde, a aerocâmara aumenta a quantidade de medicamento que chega aos pulmões e pode reduzir efeitos locais dos corticoides inalados.
Normalmente, dispara-se uma dose de cada vez dentro do espaçador e inspira-se lentamente. Crianças pequenas podem precisar de máscara acoplada. O acessório deve ser compatível com o inalador e precisa ser higienizado de acordo com as orientações do fabricante ou da equipe de saúde.

Por que é preciso enxaguar a boca depois de algumas bombinhas?
Essa recomendação é especialmente importante para medicamentos que contêm corticoide inalatório. Parte do corticoide pode permanecer na boca e na garganta, favorecendo rouquidão e candidíase oral, conhecida popularmente como sapinho. Enxaguar a boca com água e cuspir depois da inalação ajuda a reduzir esse risco.
Se a asma continua causando chiado, falta de ar ou despertares noturnos apesar do uso regular da medicação, a técnica deve ser revisada antes de simplesmente aumentar doses. Também não se deve suspender, trocar ou usar doses extras da bombinha por conta própria. Uma crise com falta de ar intensa, dificuldade para falar, lábios arroxeados ou pouca resposta ao medicamento de alívio exige atendimento de urgência.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação ou a orientação individual de um profissional de saúde.









