A couve é uma das folhas verde-escuras mais presentes na alimentação brasileira e reúne nutrientes importantes em poucas calorias. Ela se destaca pela vitamina K, envolvida na coagulação do sangue e na saúde dos ossos, além de fornecer fibras e compostos que o organismo utiliza para obter vitamina A. Pode entrar em saladas, refogados, sopas e outras preparações, mas quem usa varfarina precisa ter um cuidado específico com a regularidade do consumo.
Por que a couve é uma folha tão nutritiva?
A couve fornece fibras, vitamina A, vitamina C e minerais como cálcio e potássio. Por ser um vegetal folhoso verde-escuro, também é uma fonte importante de vitamina K, especialmente da vitamina K1, chamada filoquinona.
Entre os nutrientes e componentes encontrados na couve, destacam-se:
- vitamina K, relacionada à coagulação e ao metabolismo ósseo;
- fibras, que contribuem para o funcionamento intestinal;
- carotenoides que podem ser convertidos em vitamina A pelo organismo;
- vitamina C;
- cálcio, potássio e outros minerais.
Isso não significa que a couve, isoladamente, previna doenças. Seus benefícios dependem da participação em uma alimentação variada e equilibrada.
O que a vitamina K faz nos ossos e no sangue?
A vitamina K participa da produção e ativação de proteínas necessárias para que o sangue coagule normalmente. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos explica que a vitamina K é importante tanto para a coagulação quanto para a manutenção de ossos saudáveis. Vegetais de folhas verdes estão entre suas principais fontes alimentares.
Nos ossos, a vitamina K participa do funcionamento de proteínas envolvidas no metabolismo ósseo. Isso não quer dizer que aumentar muito o consumo ou tomar suplementos de vitamina K impeça a osteoporose: estudos com suplementação apresentam resultados variados. O benefício da couve está principalmente em acrescentar esse e outros nutrientes dentro de um padrão alimentar saudável.

Como a couve pode ajudar o intestino?
As fibras são a principal explicação. Segundo a composição apresentada pelo Tua Saúde, 100 gramas de couve crua fornecem cerca de 2,4 gramas de fibras. Elas contribuem para aumentar o volume das fezes e favorecer o trânsito intestinal, além de servirem de substrato para parte das bactérias que vivem no intestino.
Para aproveitar esse efeito, também é necessário consumir líquidos adequadamente. Algumas maneiras simples de colocar a folha nas refeições são:
- cortada finamente e refogada por pouco tempo;
- crua em saladas;
- adicionada ao feijão, sopas ou caldos;
- misturada a outras verduras e legumes;
- usada em preparações batidas, de preferência sem coar quando o objetivo também for aproveitar as fibras.
De onde vem a vitamina A presente na couve?
Vegetais não fornecem vitamina A exatamente da mesma forma que alimentos como fígado, ovos e laticínios. Eles contêm carotenoides provitamina A, como o betacaroteno, que o organismo consegue converter em vitamina A conforme a necessidade. O NIH explica que esses carotenoides presentes em vegetais são uma das fontes alimentares de vitamina A.
A vitamina A participa da manutenção da visão, do funcionamento do sistema imunológico e da conservação de diferentes tecidos do organismo. Na tabela nutricional do Tua Saúde, 100 gramas de couve crua fornecem cerca de 233 microgramas de vitamina A.

Quem usa varfarina precisa parar de comer couve?
Não. Quem usa varfarina não precisa necessariamente eliminar a couve, mas deve evitar mudanças grandes e repentinas no consumo. A vitamina K pode interferir no efeito desse anticoagulante, e a orientação é manter a ingestão de folhas verdes relativamente constante. O NHS orienta que alimentos ricos em vitamina K podem continuar na dieta durante o uso de varfarina, mas mudanças importantes na alimentação devem ser discutidas com a equipe responsável pelo tratamento.
Assim, quem pretende começar a comer grandes quantidades de couve, tomar suco verde diariamente ou reduzir bastante o consumo habitual deve conversar com o médico ou nutricionista que acompanha a anticoagulação. A varfarina não deve ser suspensa nem ter sua dose alterada por conta própria.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou orientação individualizada de médico ou nutricionista.









